Após 0 a 0, vascaínos pedem saída de Abel e hostilizam Campello

Técnico analisa jogo contra Volta Redonda e fala de salários atrasados

Publicado em 09/03/2020 - 17:20 Por Mauricio Costa - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

O empate em 0 a 0 com o Volta Redonda, no estádio Raulino de Oliveira, foi a 12ª partida do Vasco em 2020. Em nenhuma delas o time convenceu. Desde o confronto com o Bangu, na abertura do Campeonato Carioca até o último domingo (8), o cruzmaltino conquistou apenas quatro vitórias no ano e não conseguiu vencer por mais de um gol de diferença.

Após mais uma atuação considerada pela torcida, no mínimo, irritante, Abel Braga teve que ouvir as vaias da arquibancada. O técnico comentou a dificuldade da equipe.

“Tivemos, hoje, algumas oportunidades bem claras. Até uma situação que o jogador estava com a bola dominada, colega do lado, ele e o goleiro, e nós não fizemos o gol. Tá faltando esse gol para dar uma tranquilidade maior. Eu penso dessa maneira. A gente não tá conseguindo marcar. Tem time que parece que fez oito gols e sofreu sete ou seis, é uma média muito baixa. Não estamos sendo felizes nessa tomada de decisão, nesse último momento de finalizar. Isso chateia todo mundo, vem a vaia e temos que saber aguentar, conviver com isso. Não vai ser diferente nunca. Vai ser diferente quando estiver jogando bem e ganhando, e convencendo”.

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A revolta do torcedor vascaíno é muito clara: pede a saída de Abel Braga e hostiliza o presidente Alexandre Campello, principalmente por não acertar os salários dos jogadores. Afinal, os atrasos atrapalham o rendimento da equipe? Abel responde.

“Diariamente, no convívio, eles trabalham muito bem. Em momento algum eles fizeram uma cobrança. Claro que é sabido por todos que há problemas desde o ano passado e precisam ser resolvidos. O que eu sei é que o presidente, terça-feira, vai ter uma reunião com o grupo. Vai explicar aquilo que ele tem para resolver, como ele vai poder resolver. Mas não podemos usar isso como desculpa. Jogador entra em campo, não lembra de mais nada, ele tem que lembrar daquilo que foi treinado, o que foi pedido e procurar fazer o melhor”.

Com o presidente em baixa com a torcida, trabalho do técnico questionado, salários atrasados e pouco futebol, o Vasco não empolga neste início de 2020.

“Tá todo mundo no mesmo barco. A situação está complicada para o Abel, para os jogadores, para todo mundo. Quem sofre mais com isso tudo que está acontecendo é o torcedor”, disse o técnico.

O próximo compromisso do Vasco é na quinta-feira (12), contra o Goiás, no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. A partida será disputada no estádio de São Januário, às 21h30min.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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