Marcio Appel segue na briga pela vaga na segunda Olimpíada da carreira

Empresário segue na briga pela vaga na segunda Olimpíada da carreira

Publicado em 07/07/2020 - 11:21 Por Juliano Justo - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional. - São Paulo

O cavaleiro paulista Marcio Appel, de 41 anos, tem um foco: fazer parte da equipe brasileira do Concurso Completo de Equitação (CCE), modalidade que reúne provas de adestramento, cross country e salto, nos Jogos de Tóquio em 2021. "Estou animado. É claro que agora é voltar às provas e ao ritmo anterior", comentou à Agência Brasil o atleta. A vaga da equipe na olimpíada foi conquistada com a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos do ano passado. Marcio Appel foi um dos cinco atletas (quatro titulares e um reserva). Falta ainda definir os nomes que irão compor o time. "As provas são divididas em estrelas, dependendo do nível da disputa. No nosso caso, como os cavalos já são mais ambientados às disputas, nós já temos a classificação até as três estrelas. E agora é chegar até o próximo nível para estar apto a participar da Olimpíada", explicou o cavaleiro.

Para tornar realidade o sonho de estar em Tóquio representando o Brasil, Marcio, que além de atleta é empresário do setor alimentício, está tendo que se tornar um verdadeiro "gestor do tempo". "É preciso ter muito foco para não estar no escritório pensando nos cavalos. E não estar pensando no escritório andando a cavalo. Não é fácil conciliar a vida de empresário, atleta, pai de dois filhos pequenos. Acordo todo dia às 05h30, faço academia, às 08h já estou no escritório. Almoço rapidinho para poder treinar. Volto ao escritório às 15h e fico por lá até às 19h", disse Marcio, que começou a andar a cavalo aos seis anos de idade.

Se esse esforço e dedicação o levarem aos Jogos, essa será a segunda experiência olímpica do brasileiro. Na Olimpíada do Rio de Janeiro ele foi titular na campanha do sétimo lugar no CCE, a melhor da história do país na modalidade, ao lado de Carlos Paro, Marcio Carvalho Jorge e Ruy Fonseca, além do reserva Nilson Moreira. "Sem dúvida, foi o momento mais especial. Maior do que ser um atleta olímpico, é só ser um medalhista olímpico. Consegui realizar o sonho de milhares de esportistas. Claro que depois fui para o Mundial, integrei a equipe no Pan, ganhei o Brasileiro, fiquei entre os 100 no ranking mundial. Mas nada se compara à Olimpíada", lembrou.

Mudança do salto para o CCE em busca do sonho olímpico

O hipismo olímpico tem três modalidades: o salto, o adestramento e o CCE. A escolhida do paulista Marcio foi o salto até os 33 anos de idade. A mudança para o CCE se concretizou em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres. "Eu nunca tive coragem de fazer o CCE. É uma modalidade considerada perigosa. É uma espécie de triatlon. Para ter uma ideia, uma prova de salto leva em torno de um minuto, com uma velocidade aproximada de 350 metros/minuto. O cross country leva de dez a 12 minutos, com uma velocidade de 570 metros/minutos. O cavalo precisa ser um atleta mesmo para suportar os seis quilômetros e os obstáculos do circuito. Mas eu me lembro muito bem de ter assistido à neta da Rainha praticando durante os Jogos de 2012. E "me caiu a ficha". Nunca tinha visto nada, nem sabia direito as regras do CCE. Mas, a partir daquele dia, eu mudei em busca do sonho de estar na Olimpíada", explicou Marcio.

Atualmente, Marcio Appel tem quatro cavalos, três deles estão alojados no Clube Hípico de Santo Amaro, o Favorito JT, o Nektar, e a PP Tarca. O "titular" da Olimpíada do Rio, do Mundial e do Pan-americano de Lima, o Iberon Jmen, está na Inglaterra. "Dois cavalos têm chances de estarem comigo em Tóquio. O Iberon Jmen e a égua PP Tarca, que foi campeã brasileira comigo. Um outro cavalo mais jovem pode ter alguma chance com o adiamento dos Jogos. E tenho também um outro cavalo que está sendo preparado para os Jogos de Paris", adiantou o cavaleiro. Marcio lembra que todos eles são da raça "Brasileiro de Hipismo". Segundo ele, a criação nacional tem evoluído muito. "No nosso esporte, não adianta você ser um bom cavaleiro se você não tiver um bom cavalo e está ficando cada vez mais difícil para os brasileiros terem um cavalo estrangeiro. Inclusive, eu com o Iberon fomos o único conjunto 100% brasileiro nos Jogos Olímpicos", revelou Marcio.

Edição: Verônica Dalcanal

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