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Esportes

Vinicius Júnior diz que Brasil não é favorito para Copa do Mundo

Ancelotti confirma escalação com quatro atacantes diante da França
Rodrigo Viga Gaier
Publicado em 25/03/2026 - 19:00
Rio de Janeiro
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© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados
Reuters

O atacante Vinicius Júnior admitiu que os últimos resultados não colocam a seleção brasileira como uma das favoritas para a Copa do Mundo, mas o jogador aposta no peso da camisa para uma campanha de sucesso no Mundial.

No ciclo para a Copa de 2026, o Brasil teve diferentes técnicos, resultados negativos e uma campanha irregular nas Eliminatórias sul-americanas, terminando na quinta colocação.

A escolha do italiano Carlo Ancelotti para comandar o time foi a tentativa de salvar um ciclo instável para a seleção cinco vezes campeã do mundo.

“Acredito que não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui. Só faltava encaixar, depois que o Ancelotti chegou temos uma ideia melhor de jogo”, declarou o jogador a jornalistas nos Estados Unidos.

“Ele tira muito o peso de nós. É fazer de tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. Não queremos o favoritismo, quer colocar o Brasil no topo”, completou o jogador do Real Madrid (Espanha).

O Brasil enfrenta a poderosa França na próxima quinta-feira (26), em Boston, e a Croácia, na próxima terça-feira (31), em Orlando.

O atacante do Real é uma das esperanças do Brasil no Mundial que será disputado em junho e julho nos EUA, no México e no Canadá.

“Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Eu estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder. Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar”, disse.

“Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estêvão. Está todo mundo preparado […] nas últimas temporadas eu fui um dos melhores, Raphinha também”, acrescentou.

Antes da convocação para os amistosos, a última antes da lista oficial para a Copa, o Brasil viveu a expectativa da possível volta de Neymar à seleção, mas Ancelotti preferiu deixá-lo de fora alegando questões físicas.

“A cobrança pelo Ney é normal. Sou suspeito para falar, o Ney é um dos meus ídolos. Ele está fazendo de tudo para estar 100%, para voltar para a seleção [...]. Agora a decisão cabe ao treinador, mas nós jogadores sempre queremos jogar com os melhores”, afirmou Vini Júnior.

Quatro atacantes

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25), Ancelotti disse que seu modelo de time é formado por quatro atacantes e deixou claro que quer a seleção com algumas características bem alinhadas: equilíbrio, atitude e qualidade.

“Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente”, afirmou o treinador, segundo divulgação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Para o jogo contra a França, ele adiantou que o zagueiro Marquinhos não atuará, por causa de dores na região do quadril, e que espera contar com o atleta no amistoso seguinte, contra a Croácia.

Ancelotti não quis confirmar a escalação da equipe para o confronto com a França, mas abriu exceção ao revelar o nome de três dos quatro defensores: Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos.

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