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Santé

Mortes por malária em terra indígena Yanomami caem 80% em 2025

Óbitos por desnutrição também registram queda, de 53,2%
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Oussama El Ghaouri – Repórter da Rádio Nacional
10/04/2026 - 20:39
Brasília
Surucucu (RR), 09/02/2023 - Deslocamento de equipes da Força Nacional do SUS para atendimento em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

As mortes por malária na terra indígena Yanomami, que abrange os estados de Roraima e do Amazonas, caíram 80% em 2025 ante 2023. Os óbitos por desnutrição também tiveram queda:  53,2%. O percentual de crianças menores de 5 anos com peso adequado subiu de 45,4% para 53,8%. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Centro de Operações de Emergências Yanomami do Ministério da Saúde.

O informe ainda destaca a redução de 76% da letalidade das infecções respiratórias agudas e de 16,7% no número de mortes por causa da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados refletem a ampliação do acesso à saúde no território Yanomami.

Desde o início da emergência sanitária, em 2023, o número de profissionais mais que triplicou, passando de 690 para 2.130 trabalhadores na saúde indígena. No mesmo período, foram instalados mais de 1,4 mil filtros para o acesso à água segura para o consumo humano, de acordo com a pasta. Além disso, o Centro de Referência em Saúde Indígena, inaugurado há seis meses em Surucucu, em Roraima, já realizou 4.374 atendimentos. A unidade atende 48 comunidades yanomamis.