VideBula estreia a 2ª temporada com foco na inclusão eleitoral
Este ano tem eleições. Os brasileiros vão escolher quem ocupará a cadeira presidencial, os assentos da Câmara dos Deputados, e do Senado Federal. Também vão eleger os deputados estaduais e distritais e os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. 

Entre os eleitores aptos a votar, quase 2 milhões são pessoas com deficiência. E para esse público, assim como para neurodivergentes e pessoas com mobilidade reduzida, o processo eleitoral ainda enfrenta barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais.
No primeiro episódio da nova temporada do VideBula, vamos entender quais são os direitos garantidos pela Justiça Eleitoral para essas pessoas.
Quando a urna eletrônica foi lançada em 1996, ela já tinha teclas em braille. Desde então, nos últimos 30 anos, novos recursos são incorporados a cada eleição.
Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, explica pra gente quais tecnologias assistivas estão disponíveis e as atualizações para as Eleições de 2026
"A urna eletrônica conta com diversos mecanismos de acessibilidade, com especial destaque para o suporte a eleitores com deficiência visual ou auditiva. Na urna, o eleitor utiliza um teclado mecânico com teclas em alto relevo e clique audível. As teclas possuem indicações em braile. A tecla cinco possui destaque em relevo e a tecla confirma possui tamanho diferenciado. Essas características auxiliam os eleitores com deficiência visual".
A urna também disponibiliza interpretação na Língua Brasileira de Sinais, a Libras. Essa adaptação chegou em 2022.
E a janela de Libras ocupa metade da altura e um quarto da largura da tela, o que garante visibilidade adequada. Nada daquele quadradinho pequenininho que ninguém consegue enxergar direito.
O design da urna também atende a eleitores de alturas diversas, como pessoas em cadeira de rodas ou com nanismo.
🎙️ Roteiro e apresentação: Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva
✂️ Edição: Bia Arcoverde
🎵 Sonoplastia: Toni Godoy
📧 Contato: videbula@ebc.com.br
🎙️ VideBula é uma produção original da Radioagência Nacional, um serviço público de mídia da EBC.
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💬 Você pode conferir, no menu abaixo, a transcrição do episódio, a tradução em Libras e ouvir o podcast no Spotify,.
VideBula 2 – Episódio 1: Acessibilidade nas Eleições 2026 — Seu Voto, Seu Direito
🎵 Vinheta do VideBula IR🎵
Pati: Olá, VideBula voltou! Segunda temporada, gente.
Raíssa: Nossa primeira temporada foi tão incrível que a gente precisou de um tempinho a mais para preparar os episódios dessa segunda leva para vocês.
Pati: E também, no meio do caminho, inventamos de fazer uma série especial sobre a declaração de Imposto de Renda para PCDs, raros e neurodivergentes.
Raíssa: Mas agora voltamos!
Pati: Esse tempinho extra nos lembrou que a inclusão na saúde vai além do acesso às condições básicas. Envolve o respeito às particularidades de cada um de nós.
Raíssa: Por isso, o VideBula vai continuar nesse trabalho de conscientizar o maior número de pessoas possível sobre temas de acessibilidade, diversidade e representatividade.
Pati: Coisas essenciais para que todos nós tenhamos voz e direito aos cuidados que a gente precisa.
Raíssa: Eu sou Raíssa Saraiva.
Pati: E eu sou Pati Serrão. Esse é o VideBula, sua dose de informação que faz bem.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: Mais de 158 milhões de brasileiros e brasileiras estão aptos a votar nas eleições de 2026. Mas além de toda a responsabilidade cidadã, o ato de votar não significa apenas ir à seção eleitoral e apertar botões.
Pati: Entre os eleitores que podem votar, quase 2 milhões são pessoas com deficiência. E para esse público, assim como para neurodivergentes e pessoas com mobilidade reduzida, o processo eleitoral ainda enfrenta barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais.
Raíssa: No primeiro episódio da nova temporada do VideBula, vamos entender quais são os direitos garantidos pela Justiça Eleitoral para essas pessoas.
Pati: Desde as tecnologias assistivas disponíveis na urna eletrônica até as formas de denunciar quando a acessibilidade não é respeitada.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: Quando a urna eletrônica foi lançada em 1996, ela já tinha teclas em braille. Desde então, nos últimos 30 anos, novos recursos são incorporados a cada eleição.
Pati: Quem explica pra gente quais tecnologias assistivas estão disponíveis e as atualizações para as Eleições de 2026 é o Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
Rodrigo: "A urna eletrônica conta com diversos mecanismos de acessibilidade, com especial destaque para o suporte a eleitores com deficiência visual ou auditiva. Na urna, o eleitor utiliza um teclado mecânico com teclas em alto relevo e clique audível. As teclas possuem indicações em braile. A tecla cinco possui destaque em relevo e a tecla confirma possui tamanho diferenciado. Essas características auxiliam os eleitores com deficiência visual."
Raíssa: O teclado da urna foi pensado para que as pessoas com deficiência visual tivessem autonomia para votar. A organização é a mesma de um teclado de telefone.
Pati: E além do braile, o equipamento conta, desde o ano 2000, com auxílio em áudio.
Rodrigo: "Outro mecanismo de assistência, com foco nos deficientes visuais, é o uso de sintetização de voz. Por meio dela, a urna provê orientações faladas sobre o processo de votação, assim como a indicação da escolha feita pelo eleitor. Tanto por meio da repetição das teclas digitadas quanto pela fala dos nomes dos candidatos. Para o uso das orientações por voz, a Justiça Eleitoral fornece fones de ouvido para uso com a urna."
Raíssa: Isso é importante: não é permitido o uso de fones de ouvido próprios. Somente os fornecidos pela Justiça Eleitoral no dia da votação.
Pati: Na urna, também é possível regular o volume e a velocidade da voz sintetizada.
Raíssa: A voz da urna guia o eleitor cego ou com baixa visão por todo o processo: informa o cargo em votação, os números digitados e o nome da candidatura escolhida.
Pati: A dona da atual voz da urna, chamada Voz Letícia, é a atriz e cantora Sara Bentes, que também é uma pessoa com deficiência visual.
Raíssa: Em 2026, as pessoas com baixa visão também terão acesso a novas funcionalidades, como explica Rodrigo Coimbra.
Rodrigo: "Uma novidade para este ano é o uso de uma fonte de caracteres projetada para pessoas com baixa visão. Com a nova fonte, os textos da tela da urna possuem uma legibilidade muito melhor."
🎵 Trilha de transição🎵
Pati: A urna eletrônica também disponibiliza interpretação na Língua Brasileira de Sinais, a Libras. A tecnologia foi implementada em 2022.
Rodrigo: "Para eleitores com deficiência auditiva, a urna apresenta um intérprete de Libras, que indica qual cargo está em votação, além da indicação da escolha por voto branco, nulo ou de legenda."
Raíssa: Essa última parte, da tradução de votos brancos, nulos e em legenda, é novidade para 2026.
Pati: A janela de Libras ocupa metade da altura e um quarto da largura da tela, o que garante visibilidade adequada. Nada daquele quadradinho pequenininho que ninguém consegue enxergar direito.
Raíssa: O design da urna também atende a eleitores de alturas diversas, como pessoas em cadeira de rodas ou com nanismo.
Pati: O chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE explica:
Rodrigo: "Para eleitores com mobilidade reduzida, a urna conta com uma tela com ângulo de inclinação, que permite adequada visualização por pessoas de diferentes estaturas ou mesmo cadeirantes. E a Justiça Eleitoral está desenvolvendo um trabalho em parceria com a USP para a introdução de novas tecnologias assistivas no processo de votação, que atendam melhor esse público, que ainda depende de apoio de uma pessoa de confiança na hora de votar."
Raíssa: Mas e enquanto essa tecnologia não vem, Rodrigo? Pessoas com deficiências físicas, por exemplo, podem ter ajuda para votar?
Rodrigo: "De acordo com a legislação, o eleitor com deficiência pode votar acompanhado de uma pessoa de sua confiança."
Pati: O acompanhante pode ingressar na cabine e até digitar os números na urna se necessário. Mas duas condições precisam ser observadas.
Raíssa: Primeiro, a presença do acompanhante deve ser imprescindível para que a votação ocorra, ou seja, quando o eleitor realmente não consegue votar sozinho.
Pati: A segunda condição é que a pessoa não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação.
Raíssa: E não é preciso pedir autorização com antecedência. Basta comunicar o presidente da mesa no dia da votação.
Pati: Também é permitido o uso de instrumentos mecânicos de tecnologia assistiva que auxiliem os eleitores a votar, como hastes especiais para amputados, por exemplo. Os equipamentos só não podem ser eletrônicos ou comprometer o sigilo do voto.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: E quem é neurodivergente ou tem Transtorno do Espectro Autista, o TEA? Existe alguma acessibilidade específica para esse público?
Rodrigo: "No momento, não há ações em curso voltadas para eleitores neurodivergentes e autistas, mas o TSE irá estudar quais seriam as necessidades desse público e como melhor atendê-los."
Pati: Uma zona eleitoral com luz reduzida, menor circulação de pessoas para evitar a sobrecarga… Algumas lojas e espaços culturais inclusive reservam horários específicos para que os neurodivergentes tenham experiências mais tranquilas.
Raíssa: Ideias interessantes, hein TSE?
Pati: Enquanto essas adaptações não vem, a Resolução nº 23.759/2026 do TSE já garante direitos importantes. O artigo 14, parágrafo segundo, inciso décimo, assegura atendimento prioritário às pessoas com autismo no dia da votação.
Raíssa: E também não precisa de cadastro prévio ou laudo: basta falar com o presidente da mesa na seção eleitoral.
Pati: O artigo 31, parágrafo primeiro, da mesma resolução garante às pessoas com autismo, que é considerado deficiência, o direito de votar acompanhada por alguém de sua confiança, inclusive para digitar os números na urna, desde que autorizado pelo presidente da mesa.
Raíssa: Os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem pedir alteração do local de votação para uma seção com mais acessibilidade, com rampas ou elevadores, por exemplo.
Pati: Para as eleições de 2026, o prazo para essa transferência termina agora, no dia 20 de agosto. O pedido pode ser feito no Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE ou dos TREs, ou ainda no cartório eleitoral.
Raíssa: As Eleições de 2026 ainda têm outra novidade para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. É o programa Seu Voto Importa. Alisson Azevedo é servidor da área de acessibilidade do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, membro da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TRE, e explica como funciona essa nova iniciativa.
Alisson: “Nós vamos ter agora um programa instituído pelo TSE, que é o Seu Voto Importa, para o transporte de eleitores com deficiência severa que têm barreiras de mobilidade para chegar até as sessões eleitorais. E aí, certamente, nós vamos transportar esses eleitores e nós vamos ter a demanda pelo uso da urna de maneira autônoma e segura. Porque até isso é importante, que esses eleitores cheguem até a sessão eleitoral para que eles exerçam o direito do voto e digam: ‘olha, isso aqui precisa melhorar’. Porque sempre, as melhorias, elas vêm de demanda da sociedade. Toda melhoria que é feita pela Justiça Eleitoral, ela vem de uma demanda que é das pessoas com deficiência. A Justiça Eleitoral, ela não cria as demandas, né? As demandas são das pessoas com deficiência, a partir das barreiras que elas têm, e essas barreiras precisam ser minimizadas e aí tem um fim nisso, que é o aprofundamento da democracia.”
Pati: O prazo para solicitar o transporte do programa Seu Voto Importa vai até 14 de setembro. O pedido pode ser feito pelo próprio eleitor ou por representante indicado em atendimento presencial no cartório eleitoral ou TRE.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: Mas toda essa estrutura só vai funcionar se as pessoas que estiverem trabalhando souberem acolher as pessoas com deficiência.
Pati: E aí vem a pergunta: os mesários recebem treinamento sobre atendimento humanizado a eleitores com deficiência?
Raíssa: A resposta é sim. A Justiça Eleitoral oferece treinamentos presenciais e a distância para mesárias e mesários. Para as Eleições 2026, os cursos virtuais no Ambiente Virtual de Aprendizagem do TSE e o Aplicativo Mesário estarão disponíveis entre 17 de agosto e 3 de outubro.
Pati: O tribunal também disponibiliza material didático em PDF no site.
Raíssa: Agora Pati, bateu uma curiosidade aqui. As pessoas com deficiência também podem ser mesárias?
Pati: O Alisson tem essa resposta na ponta da língua, Raíssa.
Alisson: “É possível e é desejável. O tribunal tem o compromisso de criar as condições para que as pessoas com deficiência possam exercer esse direito de ser mesários, que é uma responsabilidade, aliás, cidadã. Nós tivemos aqui no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, nas eleições de 2024, um mesário com deficiência visual, o tribunal até ganhou uma menção honrosa do TSE por conta disso. Esse mesário foi treinado, foram dadas a ele as condições para ele ser mesário com acessibilidade e o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná tem um programa também muito inclusivo lá para mesários voluntários com deficiência e isso tem se disseminado Brasil afora, essa prática da Justiça Eleitoral de contar com mesários com deficiência, que é o envolvimento das pessoas com deficiência em todo o processo eleitoral. Então nós temos servidores com deficiência, nós, é claro, temos eleitores com deficiência e agora estamos ampliando o número de mesários voluntários com deficiência também”.
Raíssa: Agora a hora da verdade: a fila!
Pati: Nossa, às vezes parece que a fila de prioridades é maior do que a fila geral.
Raíssa: Olha, pode ser mesmo. Cada vez mais os grupos prioritários estão ocupando seus espaços de direito. Mas é aquela história: se organizar direitinho, todo mundo vota.
Pati: Existe a prioridade das prioridades que são as pessoas com mais de 80 anos. Super justo.
Raíssa: Na sequência, por ordem de chegada, têm preferência às pessoas idosas, com deficiência, autismo, gestantes, obesas e com crianças de colo.
Pati: Vale lembrar que não existe preferência entre esse grupo. É por ordem de chegada!
Raíssa: Ou seja: não tem essa regra de primeiro todos os idosos, depois crianças de colo e tal. Nessa fila, todo mundo é igual. Mas claro, vai de cada um deixar passar frente alguém que parece estar numa situação mais urgente. Só não é obrigatório.
Pati: Doadores de sangue também têm prioridade para votar, mas são os últimos dessa fila. E precisam apresentar documento provando que a última doação tem menos de 120 dias.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: E se, apesar de tudo, o eleitor enfrentar uma barreira de acessibilidade — seja no local de votação, na urna ou até na campanha? Como registrar e denunciar?
Pati: O Rodrigo Coimbra conta como agir:
Rodrigo: "Na seção eleitoral, o eleitor pode solicitar que o mesário registre qualquer problema ou dificuldade na ata da sessão eleitoral. No dia da eleição, o eleitor também pode ir ao cartório eleitoral registrar a sua questão. E a qualquer tempo é possível fazer o registro por meio da ouvidoria do TSE."
Raíssa: E por que mesmo é importante não só a gente votar, mas apontar também o que deu errado no dia da votação?
Pati: O Alisson Azevedo, além de servidor da área de acessibilidade do TRE de Goiás, também é uma pessoa com deficiência visual e doutorando em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás. E ele fala um pouco sobre o que significa essa participação na sociedade.
Alisson: “Além da democracia, a participação. Porque a participação é instrumental, é a partir da participação que as pessoas com deficiência vão poder reivindicar seus direitos, vão poder dizer para as instituições, para o Estado aquilo que é melhor para elas. Então elas vão ter esse lugar de fala que você disse lá no início. O ‘nada sobre nós sem nós’ é preciso qualificar esse lugar de fala. Então democracia e participação são direitos instrumentais das pessoas com deficiência. São direitos que, é, mais ou menos, é, aquela metáfora da, da porta que abre portas, porque se não tiver democracia e participação, os outros direitos vão estar muito comprometidos.
🎵 Trilha de transição🎵
Raíssa: A democracia só é plena quando todas as pessoas podem participar dela — com autonomia, dignidade e segurança. A Justiça Eleitoral avançou nas últimas décadas: de teclas em braile em 1996 à Voz Letícia em 2024, do áudio para fones à janela de Libras na tela da urna.
Pati: Mas ainda há muito a fazer, especialmente no que diz respeito às barreiras atitudinais, à falta de acessibilidade nos próprios prédios onde funcionam as seções eleitorais e, como reconhece o próprio TSE, às necessidades dos eleitores neurodivergentes e autistas.
Raíssa: Se a gente quer melhorar nossa realidade, precisamos falar, participar e cobrar.
🎵 Encerramento🎵
Pati: A gente fica por aqui. Esse foi o VideBula, aquela dose de informação que faz bem.
Raíssa: Podcast original da Radioagência Nacional, veículo da EBC.
Pati: Apresentação de Pati Serrão e Raíssa Saraiva.
Raíssa: Edição de Bia Arcoverde. Trabalhos técnicos de Josemar França, em Brasília, e Toni Godoy, no Rio de Janeiro.
Pati: Acesse todos os nossos episódios no site da Radioagência Nacional e nos principais tocadores de áudio. Tradução em Libras disponível no YouTube.
Raíssa: Quer entrar em contato com a equipe? Escreva para videbula@ebc.com.br.
Pati: Até a próxima dose!
Raíssa: Para mais informações, VideBula!
🎵Vinheta de encerramento🎵
| Roteiro, entrevistas e apresentação | Patrícia Serrão e Raissa Saraiva |
| Coordenação de processos e supervisão | Beatriz Arcoverde |
| Identidade visual e design: | Caroline Ramos |
| Interpretação em Libras: | Equipe EBC |
| Implementação na Web: | Beatriz Arcoverde e Lincoln Araújo |
| Sonoplastia | Toni Godoy |
| Operação de Áudio | Josemar França (Brasília) |