Indenizações por acidentes de trânsito no carnaval aumentaram 116%

Publicado em 28/02/2014 - 10:38 Por Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Acidente

No ano passado, as indenizações decorrentes de acidentes no carnaval chegaram a 3.793, contra 1.617, em 2009Arquivo/Agência Brasil

As indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) devido a acidentes ocorridos na época do carnaval aumentaram 116%, de 2009 a 2013, de acordo com a Seguradora Líder, administradora do Dpvat. No ano passado, as indenizações decorrentes de acidentes no carnaval chegaram a 3.793, contra 1.617, em 2009. Os casos envolvendo motocicletas cresceram 163%. As motos representam 71% das indenizações, embora sejam apenas 27% da frota nacional.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder Dpvat, Marcio Norton, em todos os anos analisados, as faixas etárias de 18 a 34 anos estiveram na maioria dos acidentes de trânsito nos dias da folia, com percentuais superiores a 54%.

“No ano inteiro as indenizações chegam a 51%, no carnaval vão para 54% e com maior número de homens, pois eles representam 76% das indenizações”, lamentou ele. “É preocupante, são 30 mil jovens por ano morrendo no trânsito. Mata mais do que guerra”, argumentou.

A cobertura com maior crescimento de ocorrências foi invalidez permanente, com 135% de aumento nesses quatro anos no período de sexta-feira até Quarta- feira de Cinzas (de 1.617 para 3.793).

 O aumento ocorreu em todas as regiões, mas o Nordeste teve o maior número de ocorrências de acidentes de trânsito com pedidos de indenização no período, com 36% em 2013. “ No perfil da frota de veículos do Nordeste predomina muito a motocicleta e tem frequência alta de invalidez permanente e no carnaval cresce mais do que nas outras regiões”, comentou Norton.

O período da tarde foi o de maior incidência de acidentes em 2012 e 2013. O anoitecer foi o período de maior concentração de ocorrências.

O representante da seguradora comemorou o fato de que nos últimos anos as solicitações de indenizações estarem sendo feitas mais rapidamente. “No caso de pedidos de indenização por morte levavam uma média de seis meses aproximadamente e caiu para quatro. Mas alguns casos 30 dias após o acidente, já estão pedindo indenização”, explicou ele.

De 2012 para 2013 houve aumento de 25% no número de indenizações, que alcançou 633.845. Os pagamentos por invalidez permanente lideraram as solicitações do ano passado, 70% do total, registrando alta de 26% na comparação com 2012 (444.206 pagamentos). 

As indenizações por reembolso de despesas médicas representaram 21% do total. Já o pagamento por morte em 2013 caiu 10% em relação a 2012 (54.767 benefícios) e foi responsável por 9% dos benefícios. Norton comemorou o fato de o índice de mortes no trânsito apresentar uma tendência de queda, embora as causas ainda precisam ser estudadas. “Mas podemos imaginar que talvez seja pelo trânsito mais engarrafado que está diminuindo a velocidade dos carros , as rodovias e ruas com mais radares, limitador de velocidade, fazendo cair a gravidade do acidente, mas não necessariamente a lesão de invalidez”, acrescentou.

Para ter acesso ao benefício é necessário enviar documentos no ponto de atendimento escolhido no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente. Mais informações podem ser encontradas no site, com a relação completa de locais de atendimento e os documentos necessários para solicitar cada tipo de indenização.

As agências próprias dos Correios também oferecem o serviço gratuito para entrada do pedido do Dpvat. O pagamento da indenização é feito em conta-corrente ou na caderneta de poupança da vítima ou de seus beneficiários em até 30 dias após o envio da documentação exigida. O valor da indenização é de R$ 13.500 em caso de morte, de R$ 13.500 de invalidez permanente e de até R$ 2.700 para reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. 

Criado em 1974,  o Dpvat indeniza vítimas de acidentes de trânsito, independentemente da apuração de culpa na ocorrência. Os recursos são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual, e dão cobertura para os casos de morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares.

Edição: Valéria Aguiar

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