Em greve, servidores de saúde do Rio entregam pauta de reivindicação a deputados

Publicado em 27/05/2014 - 18:49 Por Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Servidores estaduais da saúde em greve entregaram hoje (27) uma carta de reivindicação  à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Eles querem que  parlamentares atuem para conceder à categoria reajuste salarial de cerca de 150%, recompondo perdas e atualizando a remuneração de cargos de nível médio e superior, que estão sem reajuste há 14 anos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sidsprev-RJ).

Estão paradas desde o dia 21 a Vigilância Sanitária, a Vigilância Epidemiológica, a área de recursos humanos e, parcialmente, o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, na zona oeste do Rio, segundo o sindicato. “Temos uma adesão por setores no hospital, devido à natureza da unidade, que é de emergência”, explicou a diretora, Denise Nascimento.  Ela esclareceu que a greve não prejudica serviços essenciais, como a emergência e a distribuição de medicamentos.

Segundo Denise, o vencimento básico do nível médio é de R$  157,04 e de nível superior, de R$ 208. Para complementar os salários, o governo paga  uma gratificação, “que serve ainda para completar o salário de servidores, que chega a ficar abaixo do salário mínimo nacional”. “São vencimentos de R$ 700 a R$ 800 para nível médio e R$ 1 mil a R$ 1,2  mil para médico, enfermeiro, todos de nível superior”, destacou. Os servidores querem também a incorporação da gratificação.

Para tratar da greve, está previsto para amanhã (28) um encontro da categoria com o secretário estadual de saúde, Marcos Esner Musafir. “Vamos ter essa reunião com o secretário e depois avaliar o que fazer. Porque, agora, sim, vamos parar os hospitais especializados”, ameaçou Denise.

A categoria é composta por  20 mil servidores, sendo 16 mil em atividade, em cerca de 20 unidades de saúde. Na última semana, a  Secretaria de Estado de Saúde informou que recebeu os trabalhadores duas vezes e que, por decisão judicial, não pode negociar com o Sindsprev.

Edição: Luana Lourenço

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