Policial da UPP de Vila Kennedy será sepultado na tarde de hoje

Publicado em 25/11/2014 - 14:13 Por Da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha com a hipótese de tentativa de roubo, no caso que terminou com a morte do policial militar Ryan Procópio Guimarães, de 23 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, na noite de ontem (24). O corpo foi deixado no porta-malas de seu veículo, em Bangu, na zona oeste do Rio, próximo à Avenida Brasil. O sepultamento do policial será hoje (25), às 16h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

De acordo com informações do setor de inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Ryan dirigia pela Estrada do Taquaral, por volta das 22h, quando foi surpreendido por criminosos armados e levado para o interior da comunidade da Vila Aliança, em Bangu. Ao perceber que seria abordado pelos bandidos, o soldado conseguiu ligar para um amigo que avisou a polícia.

O coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Frederico Caldas, lamentou a morte do policial: "as evidências apontam para uma tentativa de roubo em que ele teria sido identificado como policial, ou seja, a princípio não era uma ação votada para um policial, muito menos de UPP. É claro que é uma situação trágica por se tratar de um policial jovem, um fato que nos entristece muito principalmente pela violência que foi empregada", disse Caldas.

Segundo informações da polícia, o militar teria sido levado para a comunidade da Vila Aliança, onde na noite de ontem, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com o apoio de policiais militares do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e da 33ª Delegacia de Polícia, prenderam nove homens e apreenderam um menor de 17 anos. Na ação também foram apreendidos quatro fuzis, três granadas, munição, radiocomunicadores, cocaína e maconha. Os policiais também recuperaram três veículos roubados. 

"A operação de ontem teve um bom resultado. É uma ação que continua e agora, principalmente com essa indicação de que possivelmente o policial foi levado para essa comunidade, não há dúvidas que vamos manter essas operações até que esses marginais sejam identificados e presos. Houve uma mobilização por parte do batalhão da área, do Batalhão de Operações Especiais, da própria UPP Vila Kennedy que ele pertencia, no sentido de identificar e prender os envolvidos", comentou Caldas. 

Procópio estava na corporação desde junho de 2013 e no momento que foi abordado pelos bandidos estava de folga. A vítima era filho de policial e tem um irmão lotado no Bope. Desde o início do ano, 71 policiais militares morreram no estado do Rio, em serviço ou em dias de folga. A Divisão de Homicídios (DH) instaurou inquérito para identificar a autoria da morte do policial. A Polícia Civil informou que a perícia já foi realizada no local e no carro da vítima e os agentes procuram possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança instaladas na região para análise. Parentes de Procópio compareceram à DH durante a madrugada para prestar depoimento.

Edição: Denise Griesinger

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