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Governo paulista pedirá que Ministério da Justia proíba fabricação de dinamite

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 20/02/2015 - 20:50
São Paulo

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, informou hoje (20) que pedirá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a proibição da fabricação e comercialização de bananas de dinamite. O objetivo é combater ataques a caixas eletrônicos. 

Segundo Moraes, atualmente somente 15% das pedreiras utilizam o artefato. Ele acrescentou que há um sistema eletrônico mais moderno, que evita o desvio de dinamites. “O transporte de explosivos será feito obrigatoriamente com escolta privada, para evitar qualquer possibilidade de desvio”, disse o secretário. A medida é uma determinação do Exército, que entra em vigor no dia 1º de março, a pedido de Moraes.

Apesar da escolta ser competência do Exército, a lei abre possibilidade de a iniciativa privada ser obrigada a assumir o trabalho. “Não tem cabimento o Exército fazer escolta para a iniciativa privada. A empresa privada tem de arcar com esses custos”, disse Moraes.

Em reunião realizada hoje de manhã entre o secretário, representantes do Exército, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e dos comandos das polícias Civil e Militar, foram definidas outras ações. O encontro deve se repetir pelo menos uma vez por mês.

A Febraban passará a localização de caixas eletrônicos às polícias, de modo que eles sejam mapeados e georreferenciados, facilitando o trabalho de inteligência policial e o acompanhamento de rotas de fuga em casos de explosão.

O intercâmbio de informações permitirá que as imagens das centrais de monitoramento de cada banco e agência sejam enviadas em tempo real para o Detecta – sistema inteligente de monitoramento de crimes do estado.

Moraes também solicitará ao ministro da Justiça apoio para que o Banco Central altere a normativa sobre restituição de notas destruídas. Hoje, os bancos são ressarcidos somente quando há destruição de até 51% da nota. A ideia é permitir a reposição, mesmo com destruição total.

Com a mudança, os bancos poderiam usar mecanismos como a incineração, que destrói completamente as cédulas em casos de tentativa de explosão. “Cairia o último obstáculo dos bancos para instalar dispositivos de destruição”, ressaltou o secretário. “Há um mecanismo já identificado, que, em caso de explosão, é acionado e incinera as notas. Ou seja, torna inútil qualquer tentativa de furto”, explicou.

Conforme o secretário, foi proposta à Febraban a instalação de emissores de fumaça e dispensadores de tintas para manchar e inutilizar notas em todos os caixas eletrônicos em área de risco, o que dificultaria a ação dos criminosos e daria tempo para a ação da polícia.

A Secretaria de Segurança ainda está contabilizando os caixas atacados este ano, mas, segundo Alexandre de Moraes, 17 pessoas envolvidas nesse tipo de roubo já foram presas.