Coordenador de seleções da CBF diz que time terá muito trabalho para a Copa 2018

Publicado em 01/07/2015 - 22:30 Por Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gilmar Rinaldi, reconheceu que a comissão técnica brasileira terá muito trabalho pela frente, na preparação para a eliminatória sul-americana para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia. Além dos jogos das eliminatórias, a seleção tem duas partidas amistosas, que a comissão técnica prefere chamar de preparatórias.

“Toda vez que você está trabalhando tem que melhorar, senão, não tem sentido. Precisamos buscar sempre novas soluções e novas alternativas", disse Gilmar. Ele ressaltou que ninguém na CBF ficou contente com a saída da Copa América, no Chile, nem de perder dois jogos. "Também sabíamos, quando ganhamos 11 partidas, que não estava tudo certo. Essa consciência a gente tem e sabe que precisa melhorar. Vamos continuar melhorando. O que posso garantir é que não vai faltar trabalho e boa vontade”, enfatizou.

Gilmar e o treinador Dunga se reuniram hoje (1º) com o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, para analisar a participação da seleção brasileira, eliminada pelo Paraguai nas quartas de final da Copa América. Eles avaliaram os próximos passos do trabalho da seleção para as eliminatórias, que começarão em outubro.

Gilmar e Dunga passaram para Del Nero toda a situação, desde o primeiro dia, na Granja Comary – local de concentração da seleção, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro –, o trabalho feito e tudo o que aconteceu. "Todos os fatos que ficaram públicos e alguns [não divulgados] para que ele tenha exatamente toda a noção do trabalho feito”, acrescentou Gilmar.

Para ele, o abatimento dos jogadores com as críticas após a Copa América é natural e faz parte do processo de maturidade dos atletas que, segundo ele, passaram por uma situação diferente. “Nós tínhamos dois jogadores apenas que tinham participado de uma Copa América, e é importante que tenha este abatimento. Eles não podem sair de uma competição felizes, porque esse não é o estilo do jogador brasileiro. É importante que aprendam com o que viram lá, que saibam se adaptar, se adequar. É uma geração nova, seleção nova”, argumentou.

O coordenador apontou ainda qual deve ser o comportamento dos atletas no futuro. Segundo Gilmar, o jogador tem de saber que na frente alguns pontos terão que melhorar. "Vamos trabalhar muito para isso. É importante ter esta consciência de que a gente precisa melhorar”, completou.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, que também participou da reunião, comentou que a entidade pretende fazer a divulgação de uma agenda positiva para mostrar o que vem fazendo e se contrapor às críticas que vem recebendo. Feldman destacou alguns pontos como a divulgação transparente de informações e fatos ligados à entidade, de maneira permanente. Além disso, o Código de Ética da CBF será discutido por uma comissão com integrantes de fora da entidade. "[Com o objetivo] de que possam permanentemente nos avaliar.”

O secretário acrescentou a criação do sistema de prestação de contas, o portal da transparência e o relatório que está sendo preparado pela empresa de consultoria Ernst & Young. Serão mais de 20 medidas que, segundo ele, resultarão em um novo sistema de governança, conformidade e avaliação de risco.

A CBF, segundo o secretário, está avaliando ainda a situação de profissionalização dos jogadores no Brasil. Ele disse que são mais de 15 mil profissionais, 150 mil jogadores amadores e mais de 700 clubes. Outra avaliação pedida pelo presidente Del Nero é sobre a expansão no número de partidas dos campeonatos e jogos às 11h. Ele avaliou que a experiência tem se mostrado um sucesso absoluto.

É algo que devemos avaliar, disse Feldman, não apenas pela quantidade de público, mas também pelas características: muito mais famílias, uma relação entre torcedores adversários muito mais tranquila e uma presença mais alegre nos estádios, sem comprometer o domingo das famílias. Uma visão muito interessante de como o futebol pode ser diferente do que vinha sendo nos últimos tempos, com "um grau de violência inaceitável”, completou.

A única exceção, de acordo com Feldman, teria que ser no período de verão, quando o número de partidas pode ser limitado. “Já há demanda grande, inclusive dos times campeões de torcidas como Flamengo e Corinthians. Ter quase 60 mil festejando a vitória do Atlético Mineiro [no Mineirão, dia 28, com recorde de público] é um dado importante para todos nós, da presença dos torcedores de maneira festiva”, avaliou.

Edição: Stênio Ribeiro

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