Rio: incêndio afetou mais de 370 boxes no Camelódromo da Uruguaiana

Publicado em 12/10/2015 - 12:04 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Incêndio destruiu diversos boxes no camelódromo da Rua Uruguaiana na madrugada do último domingo (11), no centro do Rio.

O fogo destruiu diversos boxes no Camelódromo da Rua UruguaianaTomaz Silva/Agência Brasil

O incêndio que atingiu ontem (11) o mercado popular da Uruguaiana, conhecido como Camelódromo, destruiu 204 boxes e afetou, indiretamente, 170. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, reuniu-se na manhã de hoje (12) com os presidentes das duas associações de lojistas do mercado e com uma comissão de dez comerciantes.

De acordo com a prefeitura, as ações de recuperação estrutural da parte afetada pelo fogo serão iniciadas amanhã (13). A previsão é que os trabalhos estejam concluídos em até três meses. Até que os boxes estejam prontos para reabrir, a ideia é usar outros boxes que estão desocupados e até espaços em outras áreas de cidade.

A prefeitura também comprometeu-se a conversar com a Caixa Econômica Federal, para que seja oferecida uma linha de crédito para que os comerciantes paguem suas contas e recuperem suas mercadorias. A prefeitura ainda não sabe se o incêndio foi criminoso ou acidental.

Rio de Janeiro - Incêndio destruiu diversos boxes no camelódromo da Rua Uruguaiana na madrugada do último domingo (11), no centro do Rio.

Comerciantes contabilizam prejuízos após o incêndioTomaz Silva/Agência Brasil

Segundo a presidenta da União dos Comerciantes do Mercado Popular da Uruguaiana, Rosalice Rodrigues Oliveira, o brigadista que deveria estar de plantão ontem, quando houve o incêndio, faltou ao trabalho.

“Ele faltou ao serviço porque estava passando mal. Infelizmente só estavam lá os seguranças, que puderam acionar os bombeiros. Por telefone, eu falei com o brigadista que ele errou, por não ter acionado a direção para que eu pudesse mandar outra pessoa no lugar”, disse Rosalice.

A comerciante Érica Alves Andrade, que tem um comércio no camelódromo há 18 anos, contou que perdeu todos os seus produtos. “Perdi tudo. Não sobrou nada. Só ficaram cinzas. Nosso interesse é que recomecemos o mais rápido possível, porque as contas não param e nós tiramos nosso sustento dali.”

Edição: Juliana Andrade

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