Combate ao mosquito da dengue no Ceará mobilizará 18 mil agentes de endemias

Publicado em 21/12/2015 - 18:56 Por Edwirges Nogueira – Correspondente da Agência Brasil/EBC - Brasília

Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika

Plano  de  combate  ao  Aedes aegypti  prevê aplicação de  3  toneladas  de  larvicida e uso  de pulverizadores portáteis e 33 carros fumacê  Arquivo/Agência Brasil

Um trabalho feito de casa em casa por 18 mil agentes de endemias é o principal ponto do Plano Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti, lançado hoje (21) em Fortaleza, com o objetivo de combater o mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika no Ceará. O plano prevê também a participação de militares do Exército na instalação de telas protetoras em caixas d'água.

A ação é uma resposta ao número expressivo de casos de dengue e de microcefalia no Ceará. O último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde mostra que o estado tem 103.296 casos suspeitos de dengue – número 152% maior, se comparado com o total registrado no mesmo período do ano passado. Dos casos suspeitos, 54.582 foram confirmados.

No que se refere à microcefalia (doença que afeta o desenvolvimento do cérebro de bebês e que está associada à infecção pelo vírus Zika), o estado aparece com 128 casos suspeitos, dos quais apenas um foi confirmado.

Para a ação nas casas, o governo cearense distribuiu 3 toneladas de larvicida que serão aplicados nos 184 municípios do estado. Serão usados também 250 pulverizadores portáteis e 33 carros fumacê (veículos que passam nas ruas lançando fumaça com inseticida).

As atividades de combate ao mosquito Aedes aegypti serão coordenadas por um grupo gestor formado por órgãos e secretarias do governo do estado e militares do Exército.

Edição: Nádia Franco

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