Fraudes: vice-prefeito e secretário de município baiano são afastados dos cargos

Publicado em 18/07/2016 - 10:18 Por Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil - Salvador

Após as investigações da Operação Adsumus, no interior da Bahia, o vice-prefeito de Santo Amaro, Leonardo Pereira, e o secretário municipal de Administração, Desenvolvimento, Obras e Serviços da mesma cidade, Luís Eduardo Alves, foram afastados dos cargos por determinação do Ministério Público da Bahia (MPBA), durante 180 dias. Ambos foram presos temporariamente na quinta-feira (14) passada, quando a operação foi deflagrada.

Eles são acusados de envolvimento em um esquema irregular de contratação de obras, locação de maquinário e realização de serviços públicos de forma fraudulenta. Além dos envolvidos, o Ministério Público estadual acionou dois empresários que participaram do esquema que, segundo o órgão, lesou os cofres públicos do município em cerca de R$ 24 milhões.

Devido ao esquema fraudulento, a justiça decretou ainda a indisponibilidade de bens dos quatro envolvidos, no mesmo período de afastamento dos agentes públicos. O Ministério Público detectou, a partir das investigações, que a prefeitura de Santo Amaro fazia nomeações e contratações de obras já licitadas em valores altos, entre 2011 e 2015. Nesse período foram firmados 20 contratos envolvendo reformas de escolas e construção de creches.

Além disso, foi detectado que um grupo específico de empresas era favorecido para a compra de materiais e locação de máquinas utilizadas na realização de obras que atrasavam sem justificativa da prefeitura. O levantamento do MP aponta para 18 obras inacabadas durante o período investigado, cujos valores eram considerados incompatíveis com o porte das obras.

Os envolvidos no esquema de corrupção em Santo Amaro, incluindo o vice-prefeito e o secretário de Obras estão presos desde a última quinta-feira (14). Além disso, durante a Operação Adsumus foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, quando foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos como computadores e telefones celulares.

Todos devem responder pelos crimes de fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Edição: Denise Griesinger

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