Estudantes encerram ato contra reforma do ensino médio em São Paulo

Publicado em 18/10/2016 - 14:45 Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo segue pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação

Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo seguiu pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação, na Praça da RepúblicaDaniel Mello/Agência Brasil

Terminou na Praça da República, no centro de São Paulo, a manifestação dos estudantes secundaristas contra reforma do ensino médio. No local fica a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. O protesto começou com uma concentração, no final da manhã de hoje (18), no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). De lá, o grupo seguiu animado por tambores, interrompendo o trânsito na Avenida 9 de Julho.

No caminho os jovens também passaram pelo Viaduto do Chá, onde fica a sede da prefeitura paulistana. O trajeto foi definido em assembleia no início do ato. Nesse momento também foi feito um manifesto conjunto dos estudantes contrário ao corte de disciplinas do currículo obrigatório, a privatização da gestão de escolas e a Proposta de Emenda Constitucional 241, que estabelece um limite para os gastos públicos.

A reformulação do ensino médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro a partir de uma medida provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Além da flexibilização dos currículos, está previsto um aumendo gradual da jornada escolar. As mudanças já estavam em discussão no Congresso Nacional no Projeto de Lei 6.480/2013 e agora voltam em formato de MP, com prazo de 120 dias para ser votada.

Precarização

"Juntas [PEC e MP] elas são uma precarização geral do ensino", diz Lilith Passos (16 anos), estudante do 2° ano do ensino médio. "Vão contra tudo o que a gente lutou nas ocupações no ano passado", acrescentou em referência ao movimento em que os secundaristas paralisaram as atividades em diversas escolas contra a reorganização escolar proposta em 2015 pelo governo de São Paulo. A ideia, abandonada após os protestos, previa o fechamento de estabelecimentos de ensino e a realocação de milhares de alunos.

 

Edição: Denise Griesinger

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