PM pede desculpas à Arquidiocese do Rio por invasão de igreja durante protesto

Publicado em 07/12/2016 - 14:32 Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O comandante-geral da Polícia Militar do do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, pediu desculpas ao cardeal dom Orani Tempesta, arcebispo da cidade, pela invasão de policiais ontem (6) à Igreja São José, no centro do Rio, durante manifestação de servidores quando aAssembleia Legislativa do Rio (Alerj) votava medidas do pacote de ajuste fiscal proposto peleo governo estadual.

No encontro, no Palácio São Joaquim, na Glória, o coronel desaprovou a atitude dos policiais e classificou o episódio de lamentável. O comandante-geral determinou “que medidas como estas jamais se repitam em Igrejas ou em quaisquer templos religiosos e estendeu o pedido de desculpas pela situação a toda a população”.

Em nota, a PM justificou a entrada na igreja afirmando ser necessária para impedir a invasão e depredação da igreja por manifestantes.

O protesto de ontem foi marcado por intensos confrontos entre  funcionários do governo do Rio de Janeiro e policiais militares, que faziam a segurança no entorno e no prédio da Assembleia Legislativa (Alerj), que início a votação das medidas de austeridade apresentadas pelo governo em função da crise econômica no estado.

Houve confronto entre as forças de segurança e manifestantes pelas ruas do centro. O comércio da região fechou e o trânsito ficou interrompido em várias ruas.

Rio de Janeiro - Confronto em frente à sede da Alerj, durante protesto de servidores do Rio contra a votação do pacote de ajuste fiscal do governo do estado (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Confronto em frente à sede da Alerj durante protesto de servidores do Rio contra a votação do pacote de ajuste fiscal do governo do estado Tomaz Silva/Agência Brasil

Um grupo de manifestantes, formado em sua maioria por bombeiros militares, policiais civis e militares e da Secretaria de Administração Penitenciária, invadiu a Igreja de São José de onde atirou rojões contra os agentes que faziam a segurança da Alerj. Então, policiais da tropa de choque entraram na igreja para coibir a ação de manifestantes.

Edição: Carolina Pimentel

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