SP: ato da Frente Brasil Popular lança propostas emergenciais para sair da crise

Publicado em 30/05/2017 - 00:18 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

A Frente Brasil Popular fez um ato na noite de ontem (29) em defesa das eleições diretas e para lançar o Plano Popular de Emergência, que contém propostas para o enfrentamento da crise econômica, política e social. Entre as medidas do plano estão a antecipação das eleições presidenciais para este ano, aprovação da reforma política e revogação das leis do Teto de Gastos e da Terceirização. O evento ocorreu no Teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca), na capital paulista.

“As entidades que fazem parte da Frente acreditam que a sociedade deve participar deste momento e discutir qual rumo o Brasil deve seguir”, diz nota divulgada pela Frente, que é formada por mais de 60 organizações e defende “a retomada das conquistas democráticas, do Estado Democrático de Direito, do desenvolvimento, crescimento, da soberania nacional e justiça social”.

Em discurso, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e cientista político Roberto Amaral destacou que o eixo do programa é a democracia, que é o regime que interessa ao povo. "Por isso, a democracia frequentemente [é] vilipendiada, fraturada e agredida pelas classes dominantes. O objetivo do nosso programa é o desenvolvimento econômico com distribuição de renda, porque esse é o regime que interessa ao povo trabalhador.”

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, por sua vez, ressaltou que o objetivo da Frente não é convencer candidatos a adotar o plano, mas convencer o povo de sua importância. “Se o povo se convencer do programa alternativo, é esse povo que vai fazer o candidato se comprometer com ele”, afirmou Stédile.

Segundo a Frente, o plano de emergência tem o objetivo de contribuir com o debate e apresentar uma saída emergencial, elaborada em torno de 10 eixos: democratização do Estado; política de desenvolvimento, emprego e renda; reforma agrária e agricultura familiar; reforma tributária; direitos sociais e trabalhistas; direito à saúde, à educação, à cultura, à moradia; segurança pública; direitos humanos e cidadania; defesa do meio ambiente e política externa soberana.

“Trata-se de implementar um projeto nacional de desenvolvimento que vise a fortalecer a economia nacional, o desenvolvimento autônomo e soberano, enfrentar a desigualdade de renda, de fortuna e de patrimônio como veios fundamentais para a reconstrução da economia brasileira, para a recomposição do mercado interno de massas, da indústria nacional, da saúde financeira do Estado e da soberania nacional, um modelo social baseado no bem-estar e na democracia”, diz o documento.

Estiveram presentes ao ato personalidades como os vereadores paulistanos Eduardo Suplicy (PT) e Jamil Murad (PCdoB); os jornalistas Fernando Moraes, Audálio Dantas, Paulo Moreira Leite e Laura Capriglione; o presidente do PCdo B, Valter Sorrentino; o coordenador do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, Altamiro Borges; o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo; coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim; o ator e militante Sérgio Mamberti; o ex-prefeito Fernando Haddad e a reitora da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Maria Amália Anderi; além de representantes da Federação Única dos Petroleiros e do Movimento Atingidos por Barragens.

Matéria alterada à 1h

Edição: Fábio Massalli

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