Parlamentares e interventor discutem ações e orçamento para o Rio

Publicado em 19/03/2018 - 14:24 Por Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O planejamento da intervenção federal para a segurança pública no Rio de Janeiro foi discutido hoje (19) pelo interventor, general Walter Braga Netto, com parlamentares em uma reunião no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio.

Eles debateram ações já realizadas em pouco mais de um mês de intervenção, preocupações com orçamento e as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido dia 14 último.

Segundo os parlamentares, um planejamento mais detalhado deve ser apresentado na semana que vem pelo Gabinete de Intervenção. Coordenador da comissão externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar o planejamento, execução e  desdobramentos da intervenção federal na segurança pública do Rio, o deputado Hugo Leal (PSB) disse que a apresentação não sanou todas as dúvidas dos parlamentares por trazer informações preliminares.

Planejamento terá desdobramentos

"Para nós também restam dúvidas. Existe, sim, um planejamento que foi apresentado. Esse planejamento demandará desdobramentos. É um planejamento preliminar", especificou.

Segundo parlamentares que participaram do encontro, o interventor apresentou a necessidade de obter R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para as ações necessárias para este ano e R$ 1,6 bilhão para passivos já existentes na segurança pública do estado. 

Sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, o interventor e o secretário de Segurança, general Richard Nunes, afirmaram, segundo os parlamentares, que o caso será tratado como prioritário por se tratar de um atentado à democracia.

Além dos deputados federais, participaram da reunião o senador Eduardo Lopes e vereadores da comissão criada na Câmara Municipal do Rio para acompanhar a intervenção.

Na saída da reunião, a deputada federal Laura Carneiro (DEM), que foi relatora do decreto de intervenção federal na Câmara, destacou que entre as preocupações da bancada está a transparência das ações e o orçamento que será necessário para financiá-las.

"Ficou claro no nosso relatório a necessidade desses recursos", disse Laura Carneiro.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) lembrou que o governo federal está submetido a um teto de gastos, e que o estado do Rio de Janeiro assinou o Regime de Recuperação Fiscal, que também traz restrições em relação a novas despesas.

"Vai ser impossível ter dinheiro novo. Vai ter que sair de algum lugar para colocar na intervenção", disse, destacando a reestruturação das polícias. "Outro dado concreto é as Forças Armadas não substituirão as polícias nem ocuparão as favelas."

O deputado Alessandro Molon (PSB) disse que, entre as dificuldades da intervenção, está o déficit de policiais apresentado, que chega a quase 10 mil na Polícia Militar e 10 mil na Polícia Civil. Segundo ele, não há previsão de concurso público, apenas de redistribuição de jornada e agentes emprestados a outros órgãos devem ser chamados de volta. "Trata-se de uma iniciativa improvisada e que está obrigando os oficiais das Forças Armadas a se desdobrarem em medidas necessárias para obter bom êxito".

 

Edição: Kleber Sampaio

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