EBC e Fundação Getulio Vargas firmam acordo para revitalizar acervo

Público terá acesso a gravações raras e imagens inéditas do século 20

Publicado em 17/11/2018 - 10:58 Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Gravações raras, imagens inéditas e cenas emblemáticas do Brasil desde o início do século 20 poderão ser acessadas pelo público. O gigantesco acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que reúne material das rádios MEC e Nacional e da extinta TVE do Rio, do Maranhão e de Brasília, atualmente TV Brasil, será digitalizado, a partir de um acordo assinado com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) promove o Seminário Memória, Identidade e Futuro para debater a preservação e difusão de acervos audiovisuais. O encontro ocorre no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio.
Equipamentos antigos, gravações e fotos raras fazem parte do acervo histórico - Fernando Frazão/Agência Brasil

A tarefa é complexa e demorada e tem prazo de até cinco anos para sua finalização, começando pela realização de diagnóstico, identificação e digitalização de 283 mil mídias, sendo 70% de televisão e 30% fitas e discos de áudio das rádios MEC e Nacional. A primeira etapa começa em março de 2019, quando uma equipe de técnicos de FGV se instalará no prédio da TV Brasil, na Lapa, para ter contato direto com o material.

Segundo a gerente executiva de Marketing e Negócios da EBC, Liloye Boubli, o objetivo é garantir o acesso público a esse precioso acervo, que remete às raízes do rádio brasileiro, desde a fundação, por Roquete Pinto, da primeira estação no país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que seria estatizada e se transformaria na Rádio MEC. O acordo foi anunciado na última terça-feira (13), durante evento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio.

“Esse acordo viabiliza o projeto de revitalização do acervo da EBC. Ele contempla desde o diagnóstico da situação desse material, para implantar medidas que passam, inclusive, pelo gerenciamento de direitos, com as soluções aplicáveis, porque o objetivo final da preservação é a difusão. É um material precioso. A primeira rádio do Brasil, fundada por Roquete Pinto, em 1923, é a origem desse acervo. Daí, ela se tornou a Rádio MEC e foi evoluindo, com todos os demais veículos de comunicação que hoje compõem a EBC”, disse Liloye.

Segundo Liloye, a busca de parceria com a FGV foi decorrência de uma necessidade da EBC de contar com corpo técnico capacitado e especializado em recuperação e gerenciamento de acervos históricos, inclusive em seus aspectos jurídicos, sem que isso representasse dispêndio financeiro para a estatal. 

De acordo com a diretora da FGV Goret Paulo, que representou a entidade na assinatura do acordo, a preservação de material histórico é uma das missões da instituição, com o objetivo final de disseminar o conhecimento ao público, por meio de seu compartilhamento.

“Faz parte da missão da FGV contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, através das atividades de ensino e pesquisa, principalmente de pesquisa aplicada. Esse projeto é um grande exemplo disso: a pesquisa que traz benefícios para a sociedade. É um acervo que trará uma grande contribuição para o país. Uma vez que ele for levantado, inicia-se um trabalho de preservação e disseminação. Porque o patrimônio que fica guardado, se a sociedade não tiver acesso a ele, nós não geramos impacto e a sociedade não tem benefícios. Com esse projeto, queremos disseminar e compartilhar com o povo brasileiro este arquivo de grande valor que hoje a EBC tem”, disse a diretora da FGV.

Edição: Nádia Franco

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