Mais 2 filhotes de onça-pintada nascem na reserva de Itaipu, no Paraná

Macho e fêmea são saudáveis e pesam cerca de 3,5 quilos

Publicado em 27/06/2019 - 14:17 Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil. - Brasília

O Refúgio Biológico Bela Vista, dentro da área de reserva do lado brasileiro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, anunciou hoje (27) o nascimento de dois filhotes de onças-pintadas (Panthera onca). Uma fêmea melânica, de pelugem negra, e um macho pintado.

Segundo o veterinário da Divisão de Áreas Protegidas da empresa, Zalmir Cubas, os filhotes nasceram entre os dias 1º e 2 de junho, mas foi necessário aguardar alguns dias para pesar, medir e implantar chips de identificação nos filhotes, sem estressar a mãe.

Recinto das Onças - Refúgio Biológico Bela Vista,Panthera onca; RBV; conservacao; especie ameacada de extincao; fauna; filhote; onca; preservacao; reproducao
Filhotes permanecerão reclusos com a mãe, separados do pai, por mais três meses para que possam ganhar peso    (Alexandre Marchetti / Itaipu Binacional/Direitos Reservados)

“Eles são saudáveis e pesam cerca de 3,5 quilos, mas permanecerão reclusos com a mãe, separados do pai, por mais três meses para que possam ganhar peso e enfrentar com tranquilidade essa primeira fase de desenvolvimento”, disse Cubas.

Os filhotes são irmãos da Cacau, que nasceu em 2016, com a chegada da fêmea Nena à reserva. Na época, os profissionais buscavam uma parceira para o macho Valente, então com 9 anos de idade, e acabaram recebendo Nena de outra instituição de preservação da espécie.

Nena, que é pintada, logo gerou dois filhotes melânicos, como Valente, mas apenas Cacau, hoje com três anos de idade, sobreviveu. O veterinário acredita, que desta vez os dois filhotes devem desenvolver.

“A Nena agora é uma mãe experiente e está mais zelosa com os filhos”, opinou.

Com a chegada dos novos integrantes, a equipe da reserva de Itaipu começa a estudar a possibilidade de desenvolver um programa de repovoamento da espécie, no bioma da Bacia do Rio Paraná.

Reprodutores

“É um programa que envolveria várias instituições e precisa de boas matrizes para ter início, então, esses novos indivíduos podem se tornar reprodutores para que, futuramente, possamos começar aqui um trabalho de reintrodução das espécies nascidas em cativeiro, na natureza”, explicou.

Atualmente, o local mantém apenas os três animais adultos e os filhotes, mas em poucos dias Cacau deve deixar o lado brasileiro e seguir para a reserva paraguaia de Itaipu. Segundo o veterinário, esse intercâmbio é necessário para que a reprodução não aconteça entre os indivíduos consanguíneos.

A saída de Cacau deve coincidir com a liberação dos filhotes para as áreas abertas dentro de três meses. “Eles serão expostos ao público e, então, lançaremos uma campanha para a escolha dos nomes, assim como fizemos com a Cacau”, disse Cubas.

A assessoria de comunicação da Itaipu Binacional informou que não está definido se a campanha será feita pelas redes sociais, como em 2016, mas logo fará a divulgação das regras.

“É muito importante que a sociedade acompanhe de perto o desenvolvimento desses animais, pois a educação ambiental é uma importante ferramenta de preservação dos biomas”, finalizou o veterinário.

Edição: Kleber Sampaio

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