Coronavírus: China vai facilitar retirada de brasileiros de Wuhan

Wanming disse que parcerias entre os países não serão prejudicadas

Publicado em 04/02/2020 - 16:51 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, disse hoje (4) que seu país facilitará a retirada dos brasileiros que estão em Wuhan, a região mais afetada pelo coronavírus. Ele se encontrou nesta terça-feira, em Brasília, com os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e da Agricultura, Tereza Cristina.

Wanming informou que seu país respeitará a decisão do governo brasileiro de trazer de volta os brasileiros que se encontram na região, e que Brasil e China têm mantido canais de comunicação. Segundo o embaixador, "um mecanismo de troca de informações já foi estabelecido”.

“Vamos prestar nosso apoio aos brasileiros que moram na China, facilitar, prestar as ajuda dos trâmites na cidade de Wuhan”, disse Wanming ao ressaltar que a China tem feito “todos os esforços” para combater o coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou hoje (4), ao Congresso Nacional, o projeto de lei (PL) que define as medidas sanitárias para enfrentamento do coronavírus e as regras para a repatriação e quarentena no Brasil dos cidadãos brasileiros que estão na cidade de Wuhan

Segundo o embaixador, o governo chinês se comprometeu a tomar medidas rigorosas para conter a propagação do coronavírus, tanto internamente como para outros países, “com base no espírito de responsabilidade”.

Agronegócio

O embaixador Wanming acrescentou que, no âmbito do agronegócio, as parcerias comerciais entre Brasil e China não serão prejudicadas por causa da doença.

“Temos toda confiança de que as relações comerciais do agronegócio não serão prejudicadas, uma vez que o Brasil prometeu não impor qualquer restrição a nosso comércio. Espero que nossa relação de agronegócio esteja a cada dia mais consolidada. O governo chinês se dedica a manter essa relação de longo prazo e estável com o governo brasileiro. Os produtos agrícolas são bem-vindos. Não acredito que a relação sino-brasileira será prejudicada [pelo surto]”, completou.

Edição: Maria Claudia

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