Chega ao Rio exposição Björk Digital, que une arte e realidade virtual

Mostra pode ser vista até 18 de maio

Publicado em 11/03/2020 - 05:42 Por Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O público poderá conferir a partir de hoje (11) a exposição Björk Digital, concebida pela cantora e compositora islandesa Björk no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro do Rio de Janeiro. A mostra, que une música, artes visuais e realidade virtual, mergulha o público no universo da artista de 54 anos.

A exposição destaca a estreita relação de Björk com a tecnologia. Nas palavras da artista, “a realidade virtual não é apenas uma continuidade natural do videoclipe, mas tem um potencial dramatúrgico ainda mais íntimo, ideal para esta jornada emocional".

A primeira parte da mostra é composta por quatro seções e traz os seis clipes em tecnologia imersiva das faixas do álbum Vulnicura (2015) – Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget.

A exposição começa com uma performance da artista na praia de Grótta, na Islândia, e tem até um mergulho na boca da Björk, além de interações com os avatares digitais da cantora. O público acompanha os vídeos por meio de óculos de realidade virtual.

Segundo Chiara Michieletto, assessora de Björk, a intimidade proposta pela artista com o uso da realidade virtual está em sintonia com o álbum Vulnicura, que quer dizer cura das feridas.

Exposição Bjork Digital abre nesta quarta(10), no Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB), no centro do Rio.
Exposição Bjork Digital - Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Para ela, pareceu completamente natural usar essa tecnologia para compartilhar emoções e temas tão pessoais. Esse álbum é um dos seus mais íntimos. Fala do rompimento de uma relação amorosa”, explicou.

Em outra parte da exposição, uma sala de cinema exibe os videoclipes da cantora dirigidos por cineastas e artistas como Michel Gondry, Chris Cunningham e Nick Knight, entre outros, incluindo materiais mais recentes, lançados em virtude do álbum Utopia, de 2017.

No térreo do CCBB, é possível ver, por meio de tablets, o projeto educativo Biophilia, mesmo nome do álbum da cantora de 2011.

Segundo Paul Clay, diretor do Manchester International Festival, que produz a mostra, Björk Digital começou a ser exibida em Sidney, na Austrália, em 2016, e teve transformações ao longo do tempo.

“Os filmes exibidos ao final da exposição foram produzidos exclusivamente para a mostra no CCBB”, disse Clay.

“O trabalho da Björk está muito relacionado a videoclipes. Ela está sempre trabalhando com diretores e tendo ideias ‘fora da caixa’ para tentar esticar o limite desse modo de comunicação”, argumentou.

A mostra já percorreu 14 países. No Brasil, passou por São Paulo, onde foi vista por mais de 28 mil pessoas no Museu da Imagem e do Som, e pelo CCBB de Brasília, com um público de mais de 48 mil pessoas.

Exposição Bjork Digital abre nesta quarta(10), no Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB), no centro do Rio.
Exposição Bjork Digital - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após a exibição no Rio de Janeiro, até 18 de maio, a última parada no Brasil será no CCBB de Belo Horizonte, em junho. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento do CCBB RJ é de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h.

 


 


 

 

Edição: Kleber Sampaio

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