Greve geral na Argentina tem grande adesão na área metropolitana de Buenos Aires

Publicado em 10/04/2014 - 23:40 Por Da Agência Brasil - Brasília

A greve geral marcada para hoje (10) na Argentina teve uma grande adesão nas áreas metropolitanas de Buenos Aires. A greve afetou fortemente o transporte de passageiros com a paralisação de trens, ônibus e aviões, mas também esteve presente em setores de limpeza urbana, judiciais, serviços, hospitalares, portuários, gastronômicos, padeiros, entre outros.

Em uma conferência de imprensa, os secretários-gerais da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) Azopardo, Hugo Moyano, da CGR Azul e Branca, Luís Barrionuevo, e da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) dissidente, Pablo Micheli, consideraram o movimento “importante” e que  “representou a vontade da população”.

Durante a madrugada houve incidentes na Rodovia Panamericana, na altura da cidade de General Pacheco, quando manifestantes entraram em conflito com a Gendarmería Nacional Argentina (força de segurança militar que responde ao Ministério do Interior), o que deixou pelo menos seis militares feridos e resultou em um manifestante detido, segundo informações do Ministério da Segurança.

Tanto esse piquete, como os das cidades de Puente Pueyrredón, das avenidas General Paz,Los Constityentes, Corrientes, Callao, Córdona e Junín, em Buenos Aires, das rodovias do Oeste, Illia, Buenos Aires-La Plata, entre outras, terminaram após o meio-dia.

Pela manhã, após fazer uma primeira avaliação da greve e dos piquetes, o chefe de gabinete, Jorge Capitanich, disse que os organizadores do movimento “pretendem sitiar os grandes centros urbanos” da Argentina “com um grande piquete nacional e uma paralisação dos transportes”, ao mesmo tempo em que considera que as reivindicações dos manifestantes “não têm mais o mínimo de sentido” e “não condizem com a realidade”.

O ministro do Interior e Transportes, Florêncio Randazzo, determinou esta tarde uma resolução que determina uma multa diária para as empresas de transporte coletivo que não prestarem serviços.

* Com informações da agência de notícias Telam

Edição: Fábio Massalli

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