Anistia acusa União Europeia de se omitir sobre a morte de imigrantes

Publicado em 11/02/2015 - 15:23 Por Da Agência Lusa - Brasília

A Anistia Internacional (AI) acusou hoje (11) a União Europeia (UE) de “esconder a cabeça na areia” em relação à imigração, no momento em que surgem novas notícias sobre o desaparecimento de centenas de imigrantes no Mediterrâneo.

Num comunicado, a Anistia afirmou que os Estados-Membros da UE deviam “estar envergonhados”, bem como deviam “deixar de enterrar a cabeça na areia” perante a morte de milhares de pessoas que tentam chegar à Europa pelo Mar Mediterrâneo, uma rota considerada uma das mais perigosas do mundo.

Citado na nota informativa, o diretor para a Europa e Ásia Central da Anistia, John Dalhuisen, condenou o fato de não ter sido estabelecido um "substituto adequado" ao dispositivo de busca e salvamento italiano Mare Nostrum, que terminou as operações em 1º de novembro do ano passado.

Essa operação foi substituída por uma missão de controle de fronteiras chamada Triton, operação que foi hoje criticada pela presidenta da Câmara da ilha italiana de Lampedusa, Giusi Nicolini. Ela afirmou hoje que esse dispositivo “não serve para nada” e não salva vidas.

De acordo com a Anistia Internacional, a Missão Triton não está centrada na busca e no resgate, não tem operações de rotina e tem uma escala muito menor do que a Operação Mare Nostrum. “É uma equação simples: se aumentam as pessoas que passam por esta perigosa rota marítima e se diminuem os recursos de busca e de resgate, morrem mais pessoas”, disse John Dalhuisen.

Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), o número de imigrantes que chegaram por mar subiu 60% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2014. Cerca de 170 mil pessoas chegaram à Itália em 2014 depois de serem resgatadas pela Marinha, pela Guarda Costeira ou por navios mercantes.

“A crise humana que provocou a necessidade de estabelecer a ‘Mare Nostrum’ não desapareceu", concluiu Dalhuisen. O Acnur na Itália informou hoje que mais de 300 imigrantes desapareceram após o naufrágio de quatro embarcações superlotadas no Mediterrâneo. As vítimas, oriundas principalmente da África subsaariana, tinham partido da costa da Líbia.

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