EUA, Índia e China anunciam envio de ajuda a países atingidos por terremoto

Publicado em 25/04/2015 - 17:06 Por Da Agência Brasil * - Brasília

Índia, China e os Estados Unidos anunciaram o envio de equipes e ajuda humanitária para auxiliar no socorro às vítimas do terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter ocorrido no final da manhã de hoje (25), matando mais de mil pessoas e deixando mais de 1,7 mil feridos no Nepal e ocasionando destruição e vítimas também na Índia, no Paquistão e em Bangladesh, no Tibete e na China. Até o momento, não há registro de brasileiros feridos ou entre as vítimas do tremor, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Na Índia, onde o forte abalo sísmico foi sentido em vários locais e provocou pelo menos 36 mortes, o governo anunciou o envio, ainda hoje, de um avião C-130 com uma equipe de emergência a bordo e de um Boeing C-17 com material hospitalar para Katmandu, capital do Nepal, a área mais afetada pelo tremor no país localizado na região do Himalaia.

Em Pequim, o diário oficial do Exército Popular informou que o governo chinês vai enviar uma equipe de 40 especialistas em resgate e seis cães treinados para auxiliar as operações. Nos Estados Unidos, a Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), órgão norte-americano de ajuda externa de caráter civil, anunciou que vai enviar uma equipe de socorro e repassar US$ 1 milhão para auxílio de necessidades mais urgentes.

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) também anunciou o envio de quatro equipes com pessoal médico e de outras áreas para o Nepal para prestar assistência às pessoas afetadas pelo terremoto. As equipes partirão amanhã (26) do estado de Bihar, na Índia, próximo à fronteira com o Nepal e onde a organização trabalha desde 2007. A organização humanitária também anunciou o envio de 3 mil kits de itens de primeira necessidade e kits médicos.

Considerado o maior terremoto a atingir o Nepal, desde 1934, o abalo sísmico foi registrado exatamente às 11h56 (horário local) – nove horas a mais do que o horário de Brasília – e teve epicentro a cerca de 80 quilômetros da capital, Katmandu, a apenas dez quilômetros de profundidade.

O órgão de vigilância geológica norte-americano US Geological Survey estabeleceu inicialmente a magnitude do tremor em 7,5 na escala Richter. Posteriormente, o índice foi elevado para 7,9 e depois corrigido para 7,8. Após o abalo, pelo menos 16 réplicas, de magnitudes entre 4,2 e 6,6, foram sentidas em território nepalês e chinês.

A zona da capital nepalesa foi a mais duramente atingida, registrando mais de metade (579) das mortes já confirmadas pelas autoridades do país asiático. Vários edifícios, muitos deles monumentos antigos, foram reduzidos a escombros em Katmandu, incluindo a simbólica torre Dharahar, de 50 metros de altura, construída no século 19, que ruiu por completo.

O terremoto provocou também uma avalanche em uma das montanhas do Himalaia, atingindo um campo na base do monte Everest, ponto mais alto da Terra, onde foram registradas, até o momento, dez mortes de alpinistas estrangeiros.

O mês de abril é um dos meses de maior movimento de alpinistas no Everest, devido às condições climáticas favoráveis. Segundo o Ministério do Turismo do Nepal, estariam, atualmente, na zona de escalada, pelo menos mil montanhistas, entre os quais aproximadamente 400 estrangeiros.

*Com informações da Agência Lusa

 

Edição: Fernando Fraga

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