Presidente da Câmara dos EUA diz que sanções contra a Rússia estão “atrasadas”

Publicado em 30/12/2016 - 16:19 Por Da Agência Xinhua - Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se com o atual presidente, Barack Obama (Agência Lusa/Direitos Reservados)

A oposição da liderança republicana tornará mais difícil para o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, desfazer as sanções contra a Rússia adotadas pelo atual presidente Barack Obama Agência Lusa/EPA/Michael Reynolds/Direitos Reservados

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o líder republicano Paul Ryan, disse na quinta-feira (29) que as sanções contra a Rússia adotadas recentemente pelos EUA estavam “atrasadas”. As informações são da agência de notícias chinesa Xinhua.

As declarações foram feitas depois que o presidente Barack Obama, revelou uma sanção destinada a entidades e indivíduos russos, incluindo a expulsão de 35 diplomatas russos nos Estados Unidos.

Ryan disse que além de atrasada, a ação era "uma maneira apropriada de terminar oito anos de falhas na política com a Rússia e serve como exemplo principal da ineficiência da administração da política externa que deixou a América mais fraca nos olhos do mundo. A Rússia não compartilha os interesses dos Estados Unidos, e, de fato, tem buscado enfraquecê-los, semeando uma instabilidade perigosa em todo o mundo", enfatizou o republicano.

O Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Investigação (FBI) dos EUA também divulgaram um relatório conjunto na quinta-feira acusando a Rússia de ser a responsável pelos ataques cibernéticos e vazamentos contra o Partido Democrata e a candidata Hillary Clinton durante as recentes eleições presidenciais .

Lindsey Graham, outro parlamentar republicano sênior, disse na quarta-feira que "as sanções bipartidárias... baterão duro na Rússia, particularmente em Putin como um indivíduo."

A retórica anti-Rússia entre a liderança republicana é um grande obstáculo para o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, reverter a política externa entre os EUA e Moscou, como o magnata sugeriu recentemente em tweets defendendo a Rússia.

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