Jovem morre na sede de partido da oposição durante protesto em Assunção

Publicado em 01/04/2017 - 12:41 Por Da Agência EFE - Assunção

O presidente do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Efraín Alegre, informou hoje (1º) que um jovem morreu após ser baleado por policiais na sede do partido, em Assunção, onde se refugiou durante os distúrbios após os protestos contra a aprovação da reeleição presidencial no Paraguai. A informação é da Agência EFE.

Alegre disse que a polícia invadiu "de forma bárbara" a sede do partido, no centro da capital, e disparou contra os manifestantes que estavam no interior, sendo que alguns ficaram feridos gravemente.

Entre os manifestantes estava um jovem militante liberal que, segundo Alegre, foi transferido para um hospital, onde morreu.

Efraín Alegre lidera a oposição à emenda constitucional que permite a reeleição presidencial no Paraguai, responsável pelos protestos dessa sexta-feira (31) que terminaram com distúrbios no centro da cidade, além do incêndio de parte do Congresso nacional.

Os incidentes começaram depois que 25 senadores votaram a favor do projeto de emenda nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, sem a presença dos demais legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.

Os protestos mais violentos tiveram início na tarde de sexta, na Praça de Armas, ao lado do Congresso paraguaio, edifício atacado pelos manifestantes.

Os bombeiros controlaram as chamas no Congresso, que teve grandes danos materiais, e, em seguida, os manifestantes foram para as imediações do Panteão Nacional dos Heróis, também no centro histórico da capital paraguaia.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Velázquez, convocou uma sessão para este sábado, com o objetivo de debater a emenda, mas voltou atrás na decisão a fim de evitar novos incidentes.

O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer às eleições de 2018, e o Partido Colorado, para que o atual presidente paraguaio possa fazer o mesmo.

A atual Constituição proíbe a reeleição presidencial.

O Partido Liberal, o maior da oposição, e outras forças opositoras, alegam que a emenda é inconstitucional.

Edição: Graça Adjuto

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