G7 vai pressionar Trump a permanecer no acordo sobre mudanças climáticas

Publicado em 10/05/2017 - 16:34 Por Da Agência Reuters - Oslo e Paris

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vai enfrentar pressão de outros líderes do G7 para que o país se mantenha no Acordo de Paris, tratado global sobre mudanças climática. O G7 reúne os sete países mais desenvolvidos: Alemanha, Canadá, França, Itália, EUA, Japão e Reino Unido. As informações são da Agência Reuters.

Trump, que diz duvidar que as mudanças climáticas sejam causadas pelo homem e que prometeu "cancelar" o Acordo de Paris de 2015 durante a campanha presidencial, adiou a reunião que decidiria se os EUA continuariam ou não no tratado.

Ontem (9) o governo americano informou sobre o adiamento do encontro para decidir sobre a permanência ou não do país no Acordo de Paris. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou que Trump continua ouvindo assessores sobre os prós e contras de os EUA permanecerem no acordo global. E disse que o presidente só vai tomar uma decisão sobre o assunto quando voltar da cúpula do G7 na Itália, não antes, como planejado originalmente.

"É um sinal de que o presidente quer continuar a se reunir com sua equipe ... e chegar a uma decisão sobre o que é (de) melhor interesse dos Estados Unidos", disse Spicer a repórteres.

Os assessores e chefes de gabinete de Trump estão divididos sobre se o presidente deve manter sua promessa de campanha de tirar os EUAs do acordo ou permanecer para tentar remodelá-lo, segundo disseram altos funcionários do governo e várias pessoas informadas sobre a reunião.

Frente a frente

O adiamento também dá aos outros países do G7, que apoiam o Acordo de Paris – que visa trocar combustíveis fósseis por energias renováveis para reduzir o aquecimento global -, uma chance de defender o tratado cara a cara com Trump.

"A decisão da Casa Branca de adiar sua tomada de posição é uma oportunidade de discutir a questão em detalhes. E o G7 é o melhor lugar para isso, porque é um ambiente informal, onde conversas sobre questões multilaterais são prioridade", disse uma autoridade francesa.

Edição: Juliana Andrade

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