Ex-procuradora atribui perseguição de Maduro à investigação do caso Odebrecht

Publicado em 18/08/2017 - 19:53 Por Da Agência EFE - Cidade do México

La fiscal general de Venezuela, Luisa Ortega Díaz, participa en una rueda de prensa

Luisa Ortega Díaz, es-procuradora-geral da República da VenezuelaCristian Hernández/EFE/Arquivo

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, atribuiu a "perseguição sistemática" do governo de Nicolás Maduro a ela e aos funcionários do Ministério Público à investigação do escândalo de pagamento de propina da construtora brasileira Odebrecht em vários países da região. A informação é da agência EFE.

"É o maior caso de corrupção na região e isso os mantêm muito preocupados e angustiados, porque eles sabem que temos informação e detalhes de todas as operações e valores", afirmou Luisa Díaz em uma participação por telefone na Cúpula de Procuradores e Promotores da América Latina, que se encerra nesta sexta-feira (15) no México.

"Essa investigação envolve o senhor Nicolás Maduro e o seu entorno. Qualquer informação que seja enviada ao Ministério Público será utilizada para fins contrários aos previstos. A evidência será destruída e as informações aproveitadas para atentar contra a fonte", alertou a ex-procuradora-geral.

Ela foi aliada do chavismo até o início do ano, quando passou a fazer duras críticas a Maduro. Agora, está sendo acusada pelas mortes ocorridas nos protestos contra o governo da Venezuela e é acusada de participar de um esquema de corrupção junto com seu marido, o deputado Germán Ferrer, que teve sua prisão pedida ontem.

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