ONU pede que comunidade internacional evite agravamento da crise na Síria


Para António Guterres, o uso de armas químicas é "abominável"
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu que comunidade internacional atue para evitar o agravamento da crise na Síria. Guterres fez o apelo em um comunicado divulgado por seu porta-voz, horas depois de os Estados Unidos, a França e o Reino Unido terem lançado ataques aéreos contra locais com "capacidade de armas químicas" na Síria. No texto, exorta a comunidade internacional a evitar ações que possam agravar a crise no país e aprofundar o sofrimento do povo sírio.
“Existe uma obrigação, particularmente quando se trata de questões de paz e segurança, de agir de forma coerente com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional em geral. O Conselho de Segurança é o principal órgão responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais. Peço aos membros do Conselho de Segurança que se unam e exerçam essa responsabilidade", afirmou Guterres, que descreveu o uso de armas químicas como "abominável".
Ontem (13), antes dos ataques, o secretário-geral havia solicitado ao Conselho de Segurança que criasse um órgão independente para determinar quem teria usado armas químicas na Síria. "Eu expressei repetidamente minha profunda decepção pelo fato de o Conselho de Segurança não ter concordado em um mecanismo dedicado a uma prestação de contas efetiva pelo uso de armas químicas na Síria. Peço ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e preencha essa lacuna”, afirmou, no comunicado.
