Como Trump, Seul vê possibilidade de suspender manobras militares
O gabinete da Presidência da Coreia do Sul informou nesta quarta-feira (13) que há uma possibilidade real de que as manobras anuais de Seul e Washington sejam suspensas para facilitar o desarmamento de Pyongyang, como disse ontem, em Cingapura, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.
"Enquanto houver negociações sérias entre a Coreia do Norte e os EUA para a desnuclearização da península e o estabelecimento da paz, acreditamos que é preciso considerar várias formas de promover esse diálogo", afirmou, em entrevista coletiva, o porta-voz da Presidência sul-coreana, Kim Eui-kyeom.
Ele reconhece que, "por enquanto, ainda é preciso encontrar o verdadeiro significado e as intenções por trás dos comentários do presidente Trump", após a cúpula histórica realizada com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, convocou para amanhã (14) uma reunião do Conselho de Segurança Nacional (NSC) para discutir o tema.
Moon também planeja se reunir amanhã com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que segue de Cingapura para Seul, a fim de explicar em detalhes os resultados da histórica cúpula entre Trump e Kim.
Ao final do encontro de ontem, os dois líderes assinaram uma declaração onde se comprometem a abrir uma nova era de relações e a estabelecer "uma paz estável e duradoura". Washington oferece garantias de sobrevivência ao regime diante do compromisso de trabalhar para a desnuclearização da península.
Embora nenhum desses pontos tenha ficado especificado no documento, o presidente americano disse, em entrevista, que suspenderia as manobras militares conjuntas como gesto de boa vontade com a Coreia do Norte.
