Secretário diz que nada o deterá até que ditadura caia na Venezuela

Mensagem foi postada nas redes sociais

Publicado em 17/09/2018 - 06:14 Por Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Após visitar Cúcuta (na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela), o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro afirmou que não ficará em silêncio nem deixará a entidade internacional “até que a ditadura caia” na Venezuela.

A afirmação ocorreu dois dias depois de Almagro afirmar que não descarta a hipótese de intervenção militar na Venezuela. O Brasil e demais países que formam o Grupo de Lima condenaram a alternativa.

"Eu não me calo nem saio, os líderes dos governos que queriam que eu ficasse quieto são cúmplices [do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro] e queriam que eu fosse embora, mas não farei isso até que a ditadura caia”, afirmou ontem (16) Almagro em sua conta no Twitter .
 

Brasília - Após audiência com a presidenta Dilma Rousseff,o secretário geral da OEA, Luis Almagro, fala com a Imprensa (Antônio Cruz/Agência Brasil)
O secretário-geral da OEA, Luis Almagro - Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil

Crise

Em uma mensagem de mais de seis minutos, Almagro discorre sobre a crise humanitária que dominou a Venezuela e o êxodo migratório na região. “São vítimas do horror da ditadura”, disse o uruguaio. "Nossa mensagem não é de violência, mas é precisamente para deter a violência, para impedir a agressão e a repressão."

Almagro destacou que há “falta de ação do regime Maduro”, provocando uma reação coletiva da comunidade internacional para  trabalhar em proteção dos venezuelanos. Segundo ele, suas palavras sobre a hipótese de intervenção militar na Venezuela foram mal interpretadas.

"Devemos agir de acordo com o direito internacional e o sistema interamericano, é o que fazemos quando denunciamos os crimes de violação dos direitos humanos, a corrupção e a vinculação do governo ao narcotráfico perante o Tribunal Penal Internacional", disse o secretário-geral da OEA.

Almagro agradeceu a Colômbia e a todos os países que apóiam os imigrantes venezuelanos.

Edição: Graça Adjuto

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