Americano e japonês ganham Nobel de Medicina

Publicado em 01/10/2018 - 07:22 Por Agência EFE - Copenhague

O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo ganharam este ano o Nobel de Medicina por seus estudos de tratamentos contra o câncer. A informação foi confirmada hoje (1º) pelo Instituto Karolinska de Estocolmo.

Os cientistas receberão o prêmio por tratamentos desenvolvidos contra o câncer, caraterizados pela inibição da regulação negativa do sistema imunológico, segundo a explicação do instituto.

Ph.D. James P. Allison of MD Anderson Cancer Center at The University of Texas is seen in this picture obtained from MD Anderson Cancer Center at The University of Texas on October 1, 2018. MD Anderson Cancer Center at The University of Texas
O americano James P. Allison - Reuters/ Handout/ Direitos reservados

Allison, nascido no Texas em 1948, estudou uma proteína que funciona como um freio no sistema imunológico e se deu conta do potencial de liberar células que atacam tumores, após o que desenvolveu um novo enfoque para tratar os pacientes.

Honjo, nascido em Kioto em 1942, descobriu uma proteína nas células imunológicas e revelou que também funciona como um freio, mas com um mecanismo de ação diferente, o que possibilitou o desenvolvimento de tratamentos de grande efetividade contra o câncer.

Kyoto University Professor Tasuku Honjo is pictured in Kyoto, Japan in this photo taken by Kyodo September 17, 2018. Picture taken September 17, 2018. Mandatory credit Kyodo/via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD
O professor Tasuku Honjo - Reuters/ Kyodo/ Direitos reservados

O Nobel de Medicina abre a rodada de anúncios desses famosos prêmios e será seguido, nos próximos dias, pelos de Física, Química, da Paz e finalmente Economia, que será divulgado na segunda-feira da semana que vem (8).

Cada um dos prêmios é dotado este ano de 9 milhões de coroas suecas (US$ 1,023 milhões), a ser dividido caso haja mais de um ganhador.

Os prêmios são entregues no dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte de seu criador, Alfred Nobel, em uma cerimônia dupla no Konserthus de Estocolmo e na Câmara Municipal de Oslo, onde é entregue o Nobel da Paz.

A atual edição do Nobel é atípica, já que não será entregue o correspondente ao de Literatura, adiado até o ano que vem por causa do escândalo que cerca a Academia Sueca, instituição que o entrega.

A decisão foi tomada depois que, em novembro do ano passado, um jornal publicou a denúncia de 18 mulheres de abusos por parte de uma pessoa depois identificada como Jean-Claude Arnault, artista francês vinculado à academia por  meio de seu clube literário e marido de uma de suas integrantes, Katarina Frostenson.

Arnault foi condenado justamente hoje a dois anos de prisão por um tribunal de Estocolmo. 

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