Autoridades dos EUA confirmam 11 mortos e 6 feridos em tiroteio

Publicado em 27/10/2018 - 18:01 Por Agência EFE - Washington

 Pelo menos 11 pessoas morreram e outras seis ficaram feridas durante o tiroteio ocorrido neste sábado (27) em uma sinagoga de Pittsburgh (Pensilvânia, Estados Unidos), informaram fontes oficiais.

"Houve 11 mortes como resultado deste tiroteio, nenhum deles foi um menor. Além disso, houve seis feridos, incluindo quatro agentes da polícia. Isso não inclui o suspeito", declarou em entrevista coletiva o diretor dos Serviços de Segurança de Pittsburgh, Wendell Hissrich.

Policiais isolam sinagoga onde ocorreu tiroteio na Pensilvânia, nos Estados Unidos
Policiais isolam sinagoga onde ocorreu tiroteio na Pensilvânia, nos Estados Unidos - John Altdorfer/Reuters/Direitos reservados



O suspeito, identificado pela imprensa local como Rob Bowers, de 46 anos, se encontra sob custódia policial e teve que ser transferido a um hospital próximo para receber tratamento médico. 

O agente especial do FBI, Bob Jones, confirmou que Bowers vive em Pittsburgh e anunciou que nas próximas horas será realizada uma minuciosa operação no imóvel, no veículo e nas redes sociais do suspeito.

Jones qualificou o incidente de "ação odiosa" e assegurou que não tinha visto uma cena do crime tão terrível em toda sua carreira profissional.

O ataque aconteceu por volta das 10h (horário local, 11h de Brasília) quando Bowers entrou no templo da Congregação da Árvore da Vida e começou a disparar de maneira indiscriminada ao mesmo tempo em que gritava: "Todos os judeus devem morrer".

O governador da Pensilvânia, Tom Wolf, também presente na entrevista coletiva, ressaltou que o antissemitismo "não tem lugar algum" no seu estado.

"Qualquer ataque contra uma comunidade da Pensilvânia é um ataque contra toda a comunidade da Pensilvânia", afirmou Wolf.

As autoridades acreditam que Bowers atuou por conta própria, mas não descartam que alguém mais possa estar envolvido no planejamento do ataque, razão pela qual pediram prudência aos moradores da área.

Donald Trump

O presidente Donald Trump, que falou com o prefeito de Pittsburgh, Bill Peduto, e com o governador da Pensilvânia, Tom Wolf, disse aos jornalistas que se trata de um crime "muito mais devastador" do que se temia inicialmente. 

Trump defendeu a pena de morte para evitar massacres com armas de fogo como o ocorrido neste sábado, em uma sinagoga na Pensilvânia. Trump afirmou que a presença de um guarda armado no templo teria servido para evitar a tragédia.

"Deveríamos trabalhar para fortalecer as leis relacionadas com a pena de morte", disse o presidente. "Tantos incidentes, em igrejas...[os agressores] deveriam pagar com a pena capital", acrescentou Trump. em conversa com um grupo de jornalistas antes de partir para Indiana, onde deve participar de um evento agrícola.

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