Paris vive momentos de tensão com novo protesto dos "coletes amarelos"

Publicado em 01/12/2018 - 08:34 Por Agência EFE - Paris

Os primeiros "coletes amarelos" começaram a chegar hoje (1º) cedo à avenida Champs-Élysées, no centro de Paris, na França, onde foi montado um amplo dispositivo policial com controles e identificações, que aproximadamente 150 pessoas tentaram forçar já esta manhã, o que levou a tropa de choque a responder com bombas de gás lacrimogêneo.

Paris, protestos, Coletes amarelos
Coletes amarelos protestam em Paris contra preço de combustíveis - ETIENNE LAURENT/EFE/Direitos reservados

Em um dos acessos à praça onde fica o Arco do Triunfo, por volta de 500 pessoas, segundo as autoridades, tentaram entrar no início da manhã vestidas com coletes amarelos, uma peça de roupa que os motoristas são obrigados a levar em seus veículos nas estradas francesas e que o movimento contra o aumento de impostos sobre combustíveis adotou como símbolo.

Além dos coletes, muitos manifestantes compareceram ao centro da capital francesa utilizando máscaras de gás e de outros tipos.

Segundo a chefia de polícia, 16 pessoas já tinham sido detidas pouco antes das 9h (7h em Brasília) por portarem objetos não permitidos na avenida, que são suscetíveis de serem utilizados com violência. Com o forte esquema de segurança montado, as autoridades tentam evitar que as cenas de violência de sábado passado se repitam.

Diante do risco de enfrentamentos com a polícia, outros grupos preferiram manifestar-se bloqueando o trânsito em estradas de diversos pontos do país e nos arredores da capital.

A Champs-Élysées permanece hoje aberta aos pedestres que devem passar pelos controles estabelecidos ao longo da avenida; os manifestantes que não estiverem portando objetos supostamente perigosos também podem acessar a avenida.

Os "coletes amarelos" decidiram esta semana manter a manifestação de hoje apesar dos anúncios do presidente Emmanuel Macron, que prometeu na última terça-feira ajustar o aumento de impostos ao preço do petróleo e aumentar as gratificações de conversão para deixar de utilizar os veículos poluentes, entre outras medidas.

Os manifestantes exigem que o governo renuncie à nova taxa que será aplicada a partir de janeiro sobre o diesel e a gasolina, de 6 e 3 centavos respectivamente, um ponto no qual o governo francês tem se mantido firme até o momento.

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