Guaidó concede indulto a líder oposicionista da Venezuela

Publicado em 30/04/2019 - 11:57 Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López voltou, hoje (30), a participar de uma manifestação contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Condenado a 13 anos e nove meses de prisão domiciliar em setembro de 2015, López foi liberado por militares, graças a um indulto presidencial concedido pelo presidente da Assembleia Nacional e autodeclarado presidente interino, o deputado venezuelano Juan Guaidó.

Partidários da oposição venezuelana reagem ao gás lacrimogêneo perto da Base Aérea
Partidários da oposição venezuelana reagem ao gás lacrimogêneo perto da Base Aérea La Carlota, em Caracas  (Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos Reservados)

 

No Twitter, López se referiu ao anúncio feito por Guaidó - que afirma ter obtido o apoio de oficiais das Forças Armadas para tirar Maduro do poder e conclamou a população a sair às ruas – como o “início da fase definitiva para o fim da usurpação” do poder pelo grupo chavista de Maduro. “É a hora de conquistar a liberdade. Vamos todos nos mobilizarmos”, disse López.

Formado em Economia nos Estados Unidos, López foi condenado pela acusação de "incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio".

As acusações estão relacionadas a acontecimentos violentos registrados ao fim das manifestações contrárias ao governo de Nicolás Maduro, no dia 12 de fevereiro de 2014. Três pessoas morreram durante estes protestos.

A partir da divulgação do anúncio de Guaidó pelas redes sociais, milhares de venezuelanos contrários e favoráveis a Maduro tomaram as ruas da capital, Caracas, e de outras cidades venezuelanas.

Guaidó batizou a ação como Operação Liberdade. Segundo sites de notícias venezuelanos, há relatos de confrontos entre manifestantes e forças de segurança – até o momento, sem informação de feridos.

Segundo o ministro da Defesa Vladimir Padrino, os quartéis venezuelanos seguem funcionando normalmente e as Forças Armadas se mantêm “firmes na defesa da Constituição”.

Edição: Kleber Sampaio

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