França emerge cautelosamente do isolamento por coronavírus

Teatros, restaurantes e bares continuarão fechados até junho

Publicado em 11/05/2020 - 12:55 Por Michel Rose e Tangi Salaün - Reuters - Paris

A França começou a sair cautelosamente de um dos isolamentos de coronavírus mais rigorosos da Europa nesta segunda-feira (11), permitindo que lojas não essenciais, fábricas e outros negócios reabram pela primeira vez em oito semanas, apesar de o risco de uma segunda onda de infecções ser considerável.

Com o quinto maior número oficial de mortos da doença do mundo, a França também está reabrindo as escolas em fases, e agora seus 67 milhões de habitantes podem sair de casa sem documentos do governo, embora estes ainda sejam necessários para circular em Paris nos horários de pico.

Teatros, restaurantes e bares continuarão fechados ao menos até junho, já que a corrida da Coreia do Sul para conter um foco de casos ligados a clubes noturnos ressaltou o perigo do surgimento de um novo surto.

"Todos estão um pouco nervosos. Uau! Não sabemos para onde vamos, mas lá vamos", disse Marc Mauny, cabeleireiro que abriu seu salão no oeste francês ao toque da meia-noite.

Em Paris, lojas na Champs-Élysées abriram as portas ao público pela primeira vez desde 17 de março. Nas estações de metrô, funcionários distribuíam máscaras e gel antisséptico aos passageiros, e adesivos nos assentos dos vagões assinalavam o distanciamento social.

Gradual end to a nationwide lockdown due to the coronavirus disease (COVID-19) in Paris
Fim gradual de um bloqueio nacional devido à doença de coronavírus (COVID-19) em Paris - Reuters/Gonzalo Fuentes/Direitos Reservados

O distrito comercial de La Défense estava essencialmente deserto, já que a maioria dos empregados continua trabalhando em casa.

Somente de 10% a 15% deles são esperados em suas torres de vidro, um número que deve subir para 25% em junho e 70% até setembro, disse Marie-Celie Guillaume, chefe da agência de estratégia Paris La Défence, que administra os espaços públicos do distrito.

"Estamos rumando para um retorno muito lento e gradual", disse ela à Reuters.

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