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Internacional

Rússia atinge instalações de energia ucranianas em seis regiões

Mais de 100 mil pessoas ficaram sem energia
Anastasiia Malenko - Repórter da Reuters*
Publicado em 27/08/2025 - 10:02
Kiev
Explosions are seen in the night sky as Ukrainian servicemen fire towards drones during a Russian drone strike, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine July 7, 2025. REUTERS/Gleb Garanich
© REUTERS/Gleb Garanich/Proibida reprodução
Reuters

A Rússia lançou um ataque maciço de drones contra a infraestrutura de transporte de energia e gás em seis regiões ucranianas durante a noite, deixando mais de 100 mil pessoas sem energia, disseram autoridades ucranianas nesta quarta-feira (27).

As forças russas danificaram significativamente a infraestrutura de transporte de gás na região de Poltava e atingiram equipamentos em uma das principais subestações na região de Sumy, informou o Ministério da Energia no serviço de mensagens Telegram.

Os ataques deixaram mais de 100 mil pessoas sem energia nas regiões de Poltava, Sumy e Chernihiv, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

As principais instalações de produção de gás da Ucrânia estão localizadas nas regiões de Poltava e Kharkiv. A região de Kharkiv também foi atingida durante a noite, assim como as de Zaporizhzhia e Donetsk.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques à produção de gás ucraniana e à infraestrutura de importação, apesar dos esforços do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para acabar com a guerra.

"Consideramos os ataques russos como continuação da política deliberada da Federação Russa de destruir a infraestrutura civil da Ucrânia antes da temporada de aquecimento", disse o Ministério da Energia.

A Ucrânia enfrentou grave escassez de gás desde que os ataques de mísseis russos no início deste ano provocaram queda de 40% na produção.

O Ministério da Energia da Ucrânia informou, na semana passada, que as instalações de energia foram atacadas 2.900 vezes desde março de 2025.

A Rússia nega ter civis como alvo desde o lançamento de sua invasão em larga escala em fevereiro de 2022, mas diz que os sistemas de energia e outras infraestruturas são alvos legítimos porque ajudam no esforço de guerra da Ucrânia.

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