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Internacional

Polônia restringe tráfego aéreo na fronteira Leste

Medida vai até dezembro e foi tomada após invasão de 19 drones russos
Agência Lusa
Publicado em 11/09/2025 - 13:18
Lisboa
FILE PHOTO: A Polish police officer stands near a unmanned aerial vehicle (UAV) fragment, after Russian drones violated Polish airspace during an attack on Ukraine and some were shot down by Poland, in Czesniki, Lublin Voivodeship, Poland, September 10, 2025 in this still image from video. Polsat News via REUTERS    THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. POLAND OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN POLAND/File Photo
© Polsat News/via Reuters
Lusa

A Polônia anunciou nesta quinta-feira (11) que restringiu o tráfego aéreo na sua fronteira Leste, após a invasão de cerca de 20 drones russos suspeitos no seu território. O país é membro da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados do Atlântico Norte (Otan).

A restrição do espaço aéreo, que permanecerá em vigor até ao início de dezembro, "foi implementada para garantir a segurança nacional", afirmou a Agência de Navegação Aérea da Polónia (PAZP) em um comunicado.

De acordo com a agência, a pedido dos militares poloneses, o tráfego aéreo será fechado, salvo raras exceções, aos voos civis ao longo da fronteira com a Bielorrússia e com a Ucrânia a partir de hoje e até 9 de dezembro.

Na quarta-feira (10), o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, reportou 19 violações do seu espaço aéreo durante a madrugada. A invasão dos drones não deixou feridos, mas uma casa e um carro ficaram danificados no Leste do país.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, denunciou a "ação agressiva" da Rússia e o presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu Moscou contra este ato "precipitado".

"Estamos ao lado dos nossos aliados da Otan diante destas violações do espaço aéreo e defenderemos cada centímetro do território da Aliança", prometeu o embaixador dos Estados Unidos na Aliança Atlântica, Matthew Whitaker.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da UE, Kaja Kallas, denunciou "a mais grave violação do espaço aéreo europeu por parte da Rússia desde o início da guerra".

Guerra

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no Leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 – após a queda da União Soviética – e que tem se afastado da esfera de influência de Moscou e se aproximado da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já causou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado, em ofensivas com drones, alvos militares em território russo e na península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.