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Internacional

Tribunal de Paris começa a analisar recurso de Nicolas Sarkozy

Decisão deve ser anunciada ainda nesta segunda-feira
RTP*
Publicado em 10/11/2025 - 09:07
Paris
Former French President Nicolas Sarkozy arrives for the verdict in his trial with other defendants on charges of corruption and illegal financing of an election campaign related to alleged Libyan funding of his successful 2007 presidential bid, at the courthouse in Paris, France, September 25, 2025. Reuters/Stephanie Lecocq/Proibida reprodução
© Reuters/Stephanie Lecocq/Proibida reprodução
RTP - Rádio e Televisão de Portugal

 O Tribunal de Recurso de Paris começou hoje (10) a analisar o pedido de libertação do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, preso há 20 dias depois de ter sido condenado a cinco anos de cadeia por envolvimento no caso do financiamento líbio à campanha.

Para o Tribunal Penal de Paris, Sarkozy permitiu conscientemente que os assessores solicitassem financiamento a Muammar Kadhafi, líder líbio, em 2007. O ex-presidente francês nega a acusação e considera que a sentença foi motivada por "ódio”.

De acordo com a imprensa francesa, o Ministério Público solicitou a libertação sob supervisão judicial.

Em audiência por videoconferência, Sarkozy aparece na prisão de La Santé, em Paris, ao lado dos dois advogados, que apresentam argumentos para a sua libertação. 

"Nunca confessarei algo que não fiz. Nunca imaginei que chegaria aos 70 anos e passaria pela experiência da prisão. É uma provação imposta. É difícil, muito difícil. Deixa marcas em todos os prisioneiros porque é exaustiva", disse ele ao tribunal Sarkozy, citado pela imprensa francesa, acrescentando que a prisão é "um pesadelo".

Fonte judicial disse à AFP que a decisão do tribunal deve ser anunciada ainda nesta segunda-feira. Se o tribunal aprovar o pedido, Nicolas Sarkozy, 70 anos, pode ser libertado de imediato.

Os advogados, que apresentaram o pedido de libertação minutos após a detenção de Sarkozy, não quiseram fazer comentários.

A mulher de Nicolas Sarkozy, a ex-modelo Carla Bruni, e dois dos filhos, Pierre e Jean, estiveram presentes na galeria reservada ao público, na sala do tribunal.

No dia 25 de setembro, o Tribunal Penal de Paris considerou que Sarkozy permitiu conscientemente que os assessores solicitassem financiamento de campanha a Muammar Kadafi (1942-2011), líder líbio, em 2007.

O ex-presidente francês apresentou um apelo de imediato, alegando que a sentença foi motivada por "ódio".

*Com informações da RTP - Rádio e Televisão de Portugal.

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