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Internacional

Republicanos pedem respostas sobre ataques na costa da Venezuela

Eles prometem investigar com rigor múltiplos ataques a um único barco
Patricia Zengerle - Repórter da Reuters
Publicado em 02/12/2025 - 11:19
Washington
FILE PHOTO: A combination image shows two screen captures from a video posted on the X account of The White House on September 15, 2025, depicting what U.S. President Donald Trump said was a U.S. military strike on a Venezuelan drug cartel vessel that had been on its way to the United States, the second such strike carried out against a suspected drug boat in recent weeks. The White House/Handout via REUTERS.  THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. IMAGE BLURRED AT SOURCE Verification lines: Reuters checked the footage through our AI detection tool and found no evidence of manipulation. however, the footage is partly blurred, making it impossible to confirm if the video is manipulated. Thorough verification is an ongoing process, and Reuters will continue to review the footage as more information becomes available./File Photo
© Reuters/The White House/Arquivo/Proibida reprodução
Reuters

Alguns parlamentares republicanos expressaram preocupação com as ações militares dos Estados Unidos (EUA) na costa da Venezuela e se juntaram aos democratas, prometendo investigar os múltiplos ataques a um único barco, embora não houvesse nenhuma informação nessa segunda-feira (1º) sobre qualquer reunião ou audiência.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que houve dois ataques a um barco no início de setembro, dizendo que estavam dentro da lei e foram autorizados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, dias após alguns membros do Congresso afirmarem que o segundo ataque para matar sobreviventes poderia ter sido ilegal.

Os ataques a barcos são a segunda questão em uma semana a provocar objeções dos republicanos, que vinham apoiando fortemente praticamente todas as iniciativas políticas do presidente Donald Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro.

Na semana passada, parlamentares republicanos criticaram duramente a Casa Branca por sua forma de lidar com um plano de paz proposto para a Ucrânia que, segundo eles, favorece a Rússia.

As últimas preocupações surgiram após o Washington Post noticiar, na sexta-feira, que Hegseth "deu ordem verbal" para matar todos a bordo de uma das embarcações.

Hegseth negou veementemente que tivesse ordenado um segundo ataque. Ele considerou os relatos "fabricados, inflamatórios e depreciativos" nas redes sociais. Trump disse que iria avaliar o assunto, mas que acreditou "100%" em Hegseth quando ele disse que não havia determinado um segundo ataque.

Os dois comitês do Congresso, liderados pelos republicanos, que supervisionam o Pentágono disseram que analisariam o caso. Na sexta-feira, o presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, o republicano Roger Wicker, do Mississippi, e o senador Jack Reed, de Rhode Island, principal democrata do comitê, disseram que conduziriam uma "supervisão vigorosa".

Seus pares do painel de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, o presidente republicano Mike Rogers, do Alabama, e o democrata Adam Smith, de Washington, afirmaram que levavam as informações a sério e que estavam tomando medidas bipartidárias para obter um relato completo .

Leavitt disse, em reunião na Casa Branca, que Hegseth havia conversado com alguns membros do Congresso "que poderiam estar preocupados" durante o fim de semana.

Ontem, líderes democratas e republicanos do Congresso disseram que previam exames bipartidários do incidente. 

*(Reportagem adicional de Jeff Mason e David Morgan)

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