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Internacional

Trump assina ordem para proteger receitas petrolíferas de Caracas

Anúncio foi feito após reunião com empresas de petróleo
Lusa*
Publicado em 10/01/2026 - 17:15
Washington
Petróleo na Venezuela
FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo
© Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Proibida reprodução
Lusa

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou ordem executiva de emergência para proteger as receitas petrolíferas venezuelanas detidas nos Estados Unidos (EUA), de forma a impedir que sejam confiscadas por tribunais ou credores. O anúncio foi feito neste sábado (10). 

A ordem, assinada nessa sexta-feira - menos de uma semana depois de as forças norte-americanas terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas - visa “promover os objetivos da política externa dos EUA”, afirmou a Casa Branca, em comunicado.

A receita, mantida em fundos de depósito de governos estrangeiros, deve ser utilizada na Venezuela para ajudar a criar “paz, prosperidade e estabilidade”, acrescentou a nota.

Ontem, o presidente Donald Trump reuniu gigantes globais do petróleo e gás na Casa Branca, incluindo muitas empresas norte-americanas, além da italiana Eni e da espanhola Repsol. Ele anunciou que os Estados Unidos vão decidir a quem darão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela. 

“Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, faremos hoje ou pouco depois”, disse Trump. 

“Uma das razões pelas quais não podiam ir para lá [Venezuela] era a falta de garantias. Não havia segurança, mas agora têm segurança total”, destacou o presidente norte-americano. 

Caracas tem as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas a produção atual é baixa, limitada a 1 milhão de barris por dia, após décadas de falta de investimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas em mau estado.

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