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Internacional

Navios japoneses, franceses e de Omã cruzam o Estreito de Ormuz

Irã tem controlado passagem de navios desde o início da guerra com EUA
Kentaro Okasaka e Kantaro Komiya e Nerijus Adomaitis
Publicado em 03/04/2026 - 14:59
Tóquio e Oslo
FILE PHOTO: Cargo ships in the Gulf, near the Strait of Hormuz, as seen from northern Ras al-Khaimah, near the border with Oman’s Musandam governance, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in United Arab Emirates, March 11, 2026. REUTERS/Stringer//File Photo
© Reuters/Stringer/Proibida reprodução
Reuters

Três petroleiros operados por uma empresa de Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira (2), segundo dados de navegação, refletindo a política do Irã de permitir a passagem de embarcações consideradas amigáveis.

O Irã inicialmente fechou o Estreito, rota para cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), depois que ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro levaram a um conflito cada vez maior. Posteriormente, o governo disse que permitiria o trânsito de navios sem vínculos com os EUA ou com Israel.

Os mercados de petróleo e commodities estão ansiosos por sinais de que o tráfego está sendo retomado. Vários navios-tanque e porta-contêineres conseguiram escapar do bloqueio nas semanas anteriores, mas a atividade foi rapidamente seguida por dias de paralisação total.

Um navio de contêineres de propriedade da empresa CMA CGM, da França, transitou pelo Estreito na quinta-feira, dia em que o presidente francês Emmanuel Macron disse que somente esforços diplomáticos, e não uma operação militar, poderiam abrir o Estreito.

O navio francês mudou o destino do seu Sistema de Identificação Automática para "Proprietário França" antes de entrar em águas iranianas, sinalizando sua nacionalidade para as autoridades iranianas.

Mapa Estreito de Ormuz
Arte/EBC

Mediação de Omã

As embarcações parecem ter desligado seus transponders AIS durante a travessia porque os sinais desapareceram nos dados de rastreamento de embarcações.

Dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de GNL operado pela Oman Shipping Management também saíram do Golfo na quinta-feira, de acordo com dados da MarineTraffic e da LSEG.

Omã, que mediou negociações entre o Irã e os Estados Unidos antes dos ataques, criticou o lançamento de ataques enquanto as negociações estavam em andamento.

A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines disse nesta sexta-feira (3) que o navio-tanque Sohar LNG, do qual é coproprietária, cruzou o Estreito, tornando-se o primeiro navio ligado ao Japão e o primeiro transportador de GNL a fazê-lo desde o início do conflito.

Seu porta-voz não quis informar à Reuters quando a passagem ocorreu ou se foram necessárias negociações.

Até o início da sexta-feira, cerca de 45 navios de propriedade ou operados por empresas japonesas permaneciam encalhados na região, de acordo com o Ministério dos Transportes do Japão.

Outro navio-tanque de GLP de propriedade da Mitsui, o Green Sanvi, deixou o Golfo pelas águas territoriais do Irã no início da sexta-feira, de acordo com os dados de navegação.

Um navio com bandeira da Índia sinalizou seu destino como "navio da Índia, tripulação da Índia".

Além disso, o Danisa, de bandeira panamenha, um transportador de gás muito grande, deixou o Golfo pela mesma rota, em direção à China, segundo os dados.

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