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Ventos diminuem, mas 1,3 milhão de imóveis seguem sem luz em São Paulo

Aneel pediu esclarecimentos sobre plano de contigência da Enel
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Sarah Quines - Repórter da Rádio Nacional
11/12/2025 - 18:54
São Paulo
São Paulo (SP), 10/12/2025 -  Queda de árvores sobre carros na rua Paula Ney, na Vila Mariana. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (11), as maiores rajadas de vento foram registradas no Mirante de Santana, na capital paulista, com velocidades acima de 70 km/h. Mas os reflexos da ventania de ontem, que chegou perto de 100 km/h, ainda são sentidos: cerca de um 1,3 milhão clientes permanecem sem luz

A Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica na área afetada, afirma que mobilizou mais de 1,6 mil equipes para restabelecer o serviço e que, em algumas localidades, o trabalho é mais complexo porque envolve a reconstrução completa da rede.

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Fiscalização

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo e a Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, fiscalizam presencialmente a atuação da Enel, depois que 2,4 milhões clientes ficaram sem luz na noite de quarta-feira em todo o estado paulista. 

Na quarta-feira, a Aneel encaminhou um ofício à concessionária solicitando esclarecimentos sobre a aplicação do plano de contingência e a comprovação de que a empresa  tem estrutura compatível com a complexidade da área de atuação. O documento cita ainda a gravidade das falhas na prestação do serviço, o que pode levar à perda da concessão. A Enel tem cinco dias, desde quarta-feira, para encaminhar a resposta. 

Prejuízos

A falta de energia também impactou o comércio na Grande São Paulo, que calcula uma perda de mais de R$ 50 milhões, segundo a  Associação Comercial de São Paulo. A estimativa tem como base o volume movimentado por dia na cidade e região metropolitana. 

De acordo com a Fecomércio, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, a falta de luz já causou prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão no estado entre ontem e hoje. O setor de serviços é o mais impactado: deixou de faturar cerca de R$ 1 bilhão.