Cheias no Amazonas deixam 40 municípios em estado de emergência
Quarenta municípios do Amazonas declararam emergência por causa das cheias que atingem a maior parte do estado. Outras 15 localidades estão em estado de alerta e Tabatinga, no Alto Solimões, está em estado de atenção, informou a Defesa Civil.

De acordo com o último boletim divulgado pelo governo estadual, quase 535 mil pessoas já foram atingidas em todo o estado e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os próximos dias é de chuvas intensas, com alerta amarelo de perigo potencial de alagamento, nas regiões norte e centro amazonense, além do Baixo Amazonas.
As chuvas levaram os principais rios da região a uma elevação na cota, mas, de acordo com o Serviço Geológico Brasileiro, as bacias já iniciaram uma tendência de estabilidade e leve descida.
“Em Manaus, o Rio Negro está em fase de estabilidade com rio parado e pequenas oscilações, contudo os níveis são considerados altos e acima do intervalo da normalidade para o mês de julho”, destaca o boletim divulgado nessa terça-feira (8).
De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) já foram reconhecidas 33 declarações de situação de emergência e R$ 17 milhões foram aprovados em repasses aos locais atingidos.
“Os recursos da Defesa Civil para as ações de assistência humanitária podem ser empregados para a distribuição de cestas de alimentos, água potável, kits de higiene, colchões e combustível para transporte de equipes e mantimentos”, informou o ministro Waldez Góes.
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Em nota, o MIDR informou que, “além dos impactos sobre as comunidades ribeirinhas, a cheia também afetou o funcionamento de escolas no interior”.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, atualmente, a rede estadual de ensino do Amazonas possui 453 alunos impactados pela cheia dos rios em 4 municípios: Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini.
Os estudantes dão continuidade ao calendário escolar por meio do programa Aula em Casa, que atende aos períodos de seca ou estiagem, quando o ensino presencial é inviabilizado. De acordo com o órgão estadual, “a situação segue sendo monitorada, diariamente, pela Comissão Intersetorial de Crises Climáticas e Impactos Ambientais do Amazonas”.
* Matéria atualizada em 17/07 com o posicionamento da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar.