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Política

Deputados rejeitam mudanças no texto de MP que altera alíquotas do PIS e Cofins

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 19/05/2015 - 23:51
Brasília

Depois de aprovar o texto principal da Medida Provisória (MP) 668/15, que, por exemplo, aumenta as alíquotas das contribuições do PIS/Pasep Importação (Programa de Integração Social/Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público) e da Cofins Importação (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), os deputados rejeitaram quatro destaques que visavam modificar o texto da proposta aprovado pelo plenário.

Todas as votações foram nominais, em função de acordo firmado pelos governistas com a oposição. Pela MP, as contribuições do PIS/Pasep Importação e da Cofins Importação sobem de 1,65% e 7,6% para 2,1% e 9.65%, respectivamente. 

Ao todo foram apresentados 16 emendas e destaques visando alterar o texto da MP. As outras emendas e destaques serão votados amanhã (20), também nominalmente, pelos deputados em sessão extraordinária marcada para as 13h. Entre os destaques a serem votados está um do PSOL, que pretende retirar do texto da MP a parceria público-privada (PPP) para a construção de um shopping center na área da Câmara dos Deputados, proposta considerada polêmica. 

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu as criticas dos deputados sobre a questão do shopping. “Não tem shopping aqui”. Já o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), usou a tribuna para defender a manutenção do texto e rejeitar o destaque do PSOL. “Teremos, sim, um prédio porque queremos uma parceria sem gastar dinheiro público e, nesse prédio, a iniciativa privada vai poder explorar. Não vamos ter loja da Louis Vuitton aqui, vamos ter escritórios, mais restaurantes, agências de aviação", defendeu Mansur.