Governo tenta acordo para aprovar MP do Futebol
A votação da Medida Provisória 671/2015 (MP do Futebol) foi adiada para a próxima semana pelo plenário da Câmara dos Deputados. O governo pretende fazer com que o texto que trata do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional seja aprovado sem grandes alterações.

O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), está negociando uma emenda destinada a pacificar as divergências com a chamada bancada da bola, composta por parlamentares ligados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Combinamos o refinanciamento da dívida com prazo de 240 meses, [aplicação da] taxa básica de juros definida pelo Banco Central (Selic), mas faltam pequenos ajustes no que diz respeito à gestão dos clubes. A Medida Provisória 671/15 será votada na terça-feira, em tempo hábil, para não perder validade”, disse o líder do governo.
O acordo, segundo Guimarães, foi acertado com os deputados Marcelo Aro (PHS-MG) e Vicente Cândido (PT-SP) que defendiam mudanças. Eles queriam retirar a exigência de certidão negativa de débitos, para que os clubes pudessem participar de campeonatos, e a inelegibilidade de dirigentes que praticarem gestão temerária, além do tempo do mandato dos dirigentes.
“A CBF não está com essa bola toda para exigir nada aqui do Congresso”, disse Guimarães. Para ele, a medida provisória estabelece um processo transparente para garantir o equilíbrio financeiro dos times de futebol brasileiro. “O que o governo está fazendo é ajudar para ver se nossa seleção chega a algum lugar. Temos que ter clubes fortes, com suas dívidas renegociadas e gestão transparente,, principalmente por parte da CBF”, afirmou.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que, se for votada até o dia 9, haverá tempo suficiente para que o Senado vote a MP antes que ela perca a validade no dia 17.