Citados por PGR contestam pedido de investigação

Publicado em 03/05/2016 - 18:53 Por Da Agência Brasil* - Brasília

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão de 31 pessoas no principal inquérito da Operação Lava Jato, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, três ministros do governo Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de parlamentares do PMDB, entre outros acusados. A petição chegou ao Supremo no dia 28 de abril, mas só foi tornada público hoje. Janot fez o pedido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Corte. 

Ao pedir a inclusão de novos envolvidos no inquérito, que está em andamento desde o ano passado, Janot sustenta que houve um aprofundamento nas investigações. As acusações estão baseadas, principalmente, nas afirmações feitas pelo senador sem partido Delcídio do Amaral (MS) nos acordos de delação premiada.

Edinho Silva

Em nota, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, afirmou que a campanha presidencial de Dilma em 2014 foi conduzida "de maneira ética e dentro da legalidade". "Todas as doações foram devidamente registradas na prestação de contas, aprovada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral", informou a assessoria de imprensa do ministro.

Paulo Okamotto

O advogado de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, disse que não teve acesso integralmente ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ainda não tivemos acesso à integralidade do pedido do procurador-geral para verificar a legalidade. Quanto a seus fundamentos, o Supremo deverá impedir investigações sem justa causa e fora dos contornos legais. No entanto, respeitados o juiz natural e a Constituição, não se receia qualquer investigação”, disse, em nota, a defesa de Okamotto, representada pelo criminalista Fernando Augusto Fernandes.

José Carlos Bumlai

A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai também disse que não teve acesso ao pedido de Janot. “Não tivemos acesso ao inteiro teor do pedido do Ministério Público, do procurador-geral, não sabemos as razões da inclusão do nome dele nas investigações, nem tivemos acesso aos documentos que a embasaram. Então, por enquanto, sobre o mérito, nós não temos como nos manifestar”, disse, por telefone, a advogada Daniella Meggiolaro, que trabalha na defesa de Bumlai.

Giles Azevedo

O assessor especial de Dilma Rousseff, Giles Azevedo, disse que não tem condições de se manifestar sobre o pedido da PGR porque não foi informado sobre o que estaria sendo apurado a seu respeito.

“Posso adiantar que não temo nenhuma investigação porque nunca cometi qualquer ato que desabone minha conduta como cidadão e como servidor público”, afirmou Giles, por meio de resposta enviada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Jaques Wagner

O ministro chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner, disse estar seguro de que todas suas ações sempre foram pautadas pela ética, legalidade e o interesse público, e acredita que, no fim das investigações, seu nome não será incluído no inquérito da lava jato.

“Estou tranquilo e confio nas investigações. Estou à disposição das autoridades e vou aguardar o resultado final”, afirmou o ministro.

Sobre a delação de Nestor Cerveró, de que sua eleição em 2006 teria sido financiada por dinheiro desviado da Petrobras, o ministro Wagner informou que sem ter tido acesso ao conteúdo total do referido depoimento, prefere não antecipar sua posição.

Ricardo Berzoini

O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, também se disse tranquilo e afirmou que não teve acesso às fundamentações do pedido de investigação.

"Indignado com mais um vazamento com claros objetivos políticos, sem que eu tenha acesso às fundamentações do pedido de investigação do PGR ao STF, manifesto minha total tranquilidade em relação às investigações, confiando que a verdade prevalecerá", disse o ministro, por meio de sua assessoria de imprensa.

Instituto Lula

Em resposta à denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Instituto Lula informou hoje (3) que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antecipou juízo de valor ao fazer a denúncia e também negou que o ex-presidente tenha ligação com as investigações da Lava Jato.

André Esteves

Por meio de nota, a defesa do banqueiro André Esteves reiterou "que ele não cometeu nenhuma irregularidade”.

* Colaboraram Paulo Victor Chagas, Camila Boehm (SP)

 

Edição: Carolina Pimentel

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