Conheça os candidatos à presidência do Senado

A tendência é que dois candidatos disputem o cargo: Eunício Oliveira

Publicado em 31/01/2017 - 11:38 Por Edgard Matsuki – Repórter da Agência Brasil - Brasília
Atualizado em 01/02/2017 - 10:33

Acompanhe ao vivo a eleição para Presidência do Senado neste link.

O novo presidente do Senado será escolhido hoje (1º), e os candidatos ao cargo podem se inscrever até o início da sessão, previsto para 16h. A tendência é que dois candidatos disputem o cargo: Eunício Oliveira (PMDB-CE) e José Medeiros (PSD-MT).

Conheça um pouco mais sobre cada um dos possíveis sucessores de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o biênio 2017/2018:

Eunício Oliveira

Brasília - O relator, senador Eunício Oliveira, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para discutir e votar a PEC 55/2016, que limita os gastos públicos do governo (Marcelo Camargo/Agên

Eunício Oliveira, escolhido pelo PMDB, tem apoio

da maioria das legendas Arquivo/Agência Brasil

Favorito, o peemedebista conta com o apoio de seus correligionários – o PMDB tem 19 senadores – e de partidos da base aliada. Tradicionalmente, o partido com a maior bancada da Casa consegue eleger o presidente.

Líder do PMDB, Eunício é senador desde 2011. Antes, havia sido deputado federal em três legislaturas (de 1999 a 2010). Na Câmara, ele foi líder do PMDB entre 2003 e 2004 e vice-líder do partido em diversas oportunidades. Em 2004, foi ministro das Comunicações, cargo que ocupou até 2005.

Eunício ainda não lançou oficialmente a campanha para presidente do Senado. Ou seja, ele ainda não tem uma plataforma e não se pronunciou sobre o que deseja fazer se for eleito e assumir o cargo.

José Medeiros

Brasília - Senador José Medeiros durante sessão do impeachment no Senado, conduzida pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski (Antonio Cruz/Agência Brasil)

José  Medeiros  é  vice-líder  do  governo  no  Senado desde a posse de Temer na PresidênciaArquivo/ABr

O anúncio da candidatura de José Medeiros foi feito no dia 19 de janeiro, mesmo dia do acidente que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Naquele dia, Medeiros chamou mais atenção por uma postagem no Twitter do que pelo anúncio da candidatura.

Ele soube, em primeira mão, que Teori poderia estar entre as vítimas do acidente e publicou o seguinte: “Não vou antecipar furo porque não sou jornalista mas o Jornal Nacional hoje trará uma bomba de forte impacto no Brasil, envolvendo STF”. Horas depois, a morte do ministro foi confirmada.

Se o dia do anúncio da candidatura foi bombástico, não se pode dizer o mesmo da candidatura em si. Sem apoio da maioria dos senadores, Medeiros faz campanha pela democracia. “Um grupo de senadores colocou uma candidatura à presidência do Senado porque só tinha uma. A gente sente que o anseio das ruas é que o Senado seja radicalmente democrático. E, para fazer democracia, é preciso fazer uma eleição”, afirmou Medeiros em vídeo publicado em sua página do Facebook.

Medeiros tem uma curta trajetória no Senado. Ele era suplente do então senador Pedro Taques e chegou à Casa depois que o titular venceu a disputa para o governo de Mato Grosso, em 2015. No ano passado, depois que Temer assumiu a Presidência da República, Medeiros se tornou vice-líder do governo na Casa. Entre as comissões de que Medeiros participou está a do impeachment de Dilma Rousseff.

Edição: Denise Griesinger

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