Jorge Picciani é reconduzido ao cargo de presidente da Alerj em meio a protestos

Publicado em 01/02/2017 - 16:55 Por Flávia Villlela - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Cariocas protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra as medidas de austeridade do governo estadual (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Manifestantes protestam em frente à Alerj contra medidas de austeridade do governo estadual Tomaz Silva/ABr

O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ) foi reeleito hoje (1), concorrendo em chapa única, para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) até 2018. Este é o sexto mandato do deputado que recebeu 64 votos a favor e seis contra cinco do PSOL e um da Rede).

Além de Picciani, a chapa vencedora é formada pelos deputados Wagner Montes (PRB, eleito 1º vice-presidente), André Ceciliano (PT, 2º vice-presidente), Marcus Vinícius (PMDB, 3º vice-presidente),  Carlos Macedo (PRB (4º vice-presidente), Geraldo Pudim (PMDB, 1º secretário), Samuel Malafaia (2º secretário), Fábio Silva (PMDB, 3º secretário), Pedro Augusto (PMDB,4º secretário), Zito (PP, 1º Suplente), Bebeto (PDT, 2º Suplente), Renato Cozzolino (PR, 3º suplente) e Márcio Canella (PSL, 4º Suplente).

A votação, que iniciou o ano legislativo da Casa, ocorreu com protestos dentro e fora do plenário, com confrontos intensos e bombas e tiros de bala de borracha do lado de fora, mas que podiam ser ouvidos de dentro do Palácio Tiradentes, sede da Alerj, no centro do Rio.

Picciani informou que colocará em pauta na próxima terça-feira (7) para votação a medida do plano de recuperação, que prevê privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) e o empréstimo de R$3,5 bilhões do governo federal para cobrir os salários atrasados dos servidores. "É um plano de recuperação fiscal muito bem elaborado pelo ministro [da Fazenda] Henrique Meireles, pela Fazenda do Rio de Janeiro, pelas procuradorias e pela AGU [Advocacia-Geral da União], e pretendo conversar com todos", afirmou Picciani.

Sobre os protestos, Picciani disse aos jornalistas que não cabia a ele comentar, mas à área de segurança. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos uma pessoa ficou ferida no protesto.

Edição: Augusto Queiroz

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