PTB mantém, por unanimidade, indicação de Cristiane Brasil para ministério

Partido afirma que impasses para nomeação da deputada devem ser

Publicado em 06/02/2018 - 19:34 Por Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Brasília - Bancada do PTB no congresso se reúne para discutir a situação da deputada Cristiane Brasil, nomeada por Temer para ministra do Trabalho (Wilson Dias/Agência Brasil)

Bancada do PTB na Câmara reunida para discutir a situação da deputada Cristiane Brasil, indicada para o Ministério do Trabalho (Wilson Dias/Agência Brasil)

O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), disse hoje (6) que a sigla mantém, mais uma vez, a indicação da deputada Cristiane Brasil (RJ) para assumir o Ministério do Trabalho. Os questionamentos jurídicos à posse da parlamentar no cargo, segundo ele, devem ser resolvidos pela Justiça. A declaração foi dada após reunião da bancada do partido, na qual os integrantes da legenda na Câmara mantiveram de forma “unânime” o apoio à deputada. Reafirmaram ainda que  até o momento não há um plano B para a indicação.

“Temos um problema real, que é da Justiça, e é ela que tem que dar a palavra final. A Justiça decidindo sim, quem decide é a Cristiane, se ela vai ser [ministra]. Dizendo não, quem decide aí é o partido ou a bancada, se vai indicar outro ou se vai deixar a cargo do presidente [Michel Temer]. Isso é problema também do presidente. Ele que fez essa indicação, quem tem essa prerrogativa que é privativa do presidente da República”, disse o líder.

Indicada pelo presidente Michel Temer há pouco mais de um mês para o cargo, Cristiane Brasil não tomou posse até hoje devido a uma série de decisões liminares, da primeira e segunda instâncias, que atenderam a questionamentos sobre a legitimidade de a deputada assumir o ministério após ter sido condenada pela Justiça do Trabalho. Atualmente, o caso está no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O desgaste está colocado. O PTB não tem culpa. No nosso entendimento, o partido fez uma indicação correta. Nós não abandonamos companheiros feridos em uma batalha, então vamos até o fim. Estamos esperando por um questionamento de Justiça, a decisão da Justiça. Daí para frente não é problema nosso. O governo tem que administrar isso junto com o Judiciário”, disse Jovair.

Na segunda-feira (5), a deputada voltou a pedir que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, dê celeridade ao trâmite da ação na Corte.

 

Edição: Fernando Fraga

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